Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2025
O grupo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atua com ele nos Estados Unidos, mandou um recado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por meio do líder do partido, Sóstenes Cavalcante (RJ). Eles se encontraram na quinta-feira (25), em uma reunião em Miami.
Incomodados com as falas de Valdemar Costa Neto – que afirmou que o deputado entrou em rota de colisão com o presidente do PL por querer dinheiro para se manter nos EUA –, Eduardo e seus aliados mandaram dizer que não aceitam nenhuma ajuda financeira e que, hoje, tudo o que querem de Valdemar é “distância”, segundo informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
Na reunião, Sóstenes perguntou se eles desejavam algum suporte financeiro. Esse já foi, no passado, um dos pontos de queixa de Eduardo, mas, com a crise com Valdemar agravada e seus planos de deixar o PL, o deputado decidiu recusar qualquer ajuda.
Como informou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, nos bastidores, Valdemar tem dito a aliados que o problema de Eduardo é dinheiro, e que ele tem reclamado muito do que considera uma desigualdade nas verbas destinadas pelo PL a ele e à madrasta, Michelle Bolsonaro.
A reportagem irritou ainda mais o grupo de Eduardo. No recado enviado ao presidente do PL, o deputado e seus aliados reforçaram que atuaram até o momento sem a ajuda de Valdemar e que seguirão assim. Ainda afirmaram que não vão se “vender” para o mandachuva partidário.
Também participou da reunião o ex-apresentador da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, que atua com Eduardo nas articulações por sanções contra autoridades.
Na conversa, Eduardo insistiu que não há negociação possível em torno de alternativas a um projeto de anistia ampla, geral e irrestrita, que contemple Jair Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O deputado deixou claro que qualquer outra frente de trabalho não diminuirá sua atuação junto à gestão Donald Trump – ao contrário, só aumentará.
O filho de Jair Bolsonaro publicou uma foto com Sóstenes e Figueiredo nas redes sociais, acompanhada da mensagem: “Todos unidos pela anistia”.
Após a aprovação da urgência do Projeto de Lei da Anistia, na semana passada, a Câmara passou a debater uma proposta que prevê a diminuição das penas de Bolsonaro e de outros condenados por atos antidemocráticos, incluindo os relacionados ao 8 de janeiro e à trama golpista julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa proposta vem sendo trabalhada pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP). No entanto, desde as manifestações populares de domingo (21) contra a PEC da Blindagem e anistia, o tema perdeu força no Congresso.
Jair Bolsonaro tem externado a aliados sua insatisfação com as manifestações públicas de Eduardo Bolsonaro. Segundo relatos, o ex-presidente avalia que o filho está “falando demais” e que, a cada vez que se pronuncia, prejudica ainda mais o pai. Bolsonaro pediu a alguns interlocutores que essa mensagem fosse levada ao filho. As informações são da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.
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