Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2026
Ronaldo Fenômeno chegou ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, para assistir ao primeiro dia de desfile no último domingo (15), mas pareceu não estar muito interessado nas apresentações. De costas para a Acadêmicos de Niterói, que se apresentava no momento em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-jogador de futebol conversava com amigos, enquanto fumava.
Oposição
Em outra frente, com os questionamentos da oposição e ameaças de pedido de inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o desfile da Acadêmicos de Niterói, a área jurídica do PT divulgou nota afirmando que não há “fundamento jurídico” para qualquer discussão dessa natureza em relação ao episódio.
A nota destaca que o “enredo apresentado é manifestação típica da liberdade de expressão artística e cultural, plenamente assegurada pela Constituição Federal” e que não houve participação, financiamento, coordenação ou qualquer ingerência do Partido dos Trabalhadores ou do presidente Lula na concepção ou execução do desfile.
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral é firme no sentido de que manifestações políticas e culturais espontâneas de artistas constituem exercício legítimo da liberdade de expressão, inclusive em contextos eleitorais e em eventos públicos”, destaca o texto.
Além disso, a nota aponta que não configura propaganda eleitoral antecipada a mera exaltação de qualidades pessoais de agente político e lembra que o TSE já analisou o tema indeferindo liminares, embora, cabe ressaltar, a corte deixou espaço para eventual julgamento contrário posteriormente.
“O Partido dos Trabalhadores reafirma que atua em estrita observância à legislação eleitoral, tendo orientado previamente seus filiados e apoiadores quanto às regras aplicáveis ao período de pré-campanha”, diz a nota.
De acordo com informações do jornal O Globo, há divergências entre especialistas sobre se o desfile da noite desse domingo homenageando Lula teve alguma ilicitude.
A oposição passou o dia prometendo ações de inelegibilidade no TSE. Depois do senador e pré-candidato à presidência, Flavio Bolsonaro, do partido NOVO e da liderança da oposição na Câmara, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que é um dos coordenadores do PL para a campanha de 2026 reforçou a mensagem de contestação na justiça.
Ele disse que o desfile ultrapassou os “limites do razoável” e que se criou um desequilíbrio na disputa democrática. “Não aceitaremos a normalização do uso indireto de eventos culturais de grande projeção como instrumento de promoção pessoal e eleitoral. Adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis com a provocação da Justiça Eleitoral, para que se apure eventual abuso de poder político e uso indevido de estruturas que deveriam servir a todos os brasileiros”, afirmou Marinho. As informações são da revista Veja e do jornal O Globo.
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!