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RS lança censo inédito para mapear agroindústrias familiares na Expodireto

"A iniciativa do censo busca produzir um retrato detalhado e atualizado da realidade do setor no Rio Grande do Sul", disse Paim. (Foto: Penélope Miranda/Ascom SDR)

Durante a Expodireto Cotrijal 2026, em Não-Me-Toque (RS), o governo estadual oficializou o lançamento do Censo da Agroindústria Familiar, iniciativa inédita que pretende traçar um retrato socioeconômico detalhado das mais de 4 mil famílias ligadas ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). O anúncio ocorreu na Casa da Emater-RS/Ascar, em evento que reuniu autoridades, representantes de entidades, imprensa e extensionistas responsáveis pela coleta e sistematização dos dados.

Objetivos do levantamento

O censo busca compreender a realidade das agroindústrias familiares em aspectos como:

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o levantamento permitirá identificar gargalos e oportunidades para políticas públicas mais eficazes. Já o presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que os dados coletados serão fundamentais para modernizar o programa e fortalecer o segmento.

Cronograma

Impacto esperado

O Peaf, criado em 2012, já certificou mais de 2 mil agroindústrias familiares até 2025, garantindo acesso a crédito, assistência técnica e participação em feiras. O censo amplia esse conhecimento e permitirá:

Aprimorar políticas públicas com base em evidências.

Além do censo, o governo estadual também anunciou a retomada do bônus de adimplência para agricultores familiares, ampliando prazos de regularização de contratos. A medida reforça o compromisso em garantir estabilidade financeira e segurança para os produtores, especialmente em um cenário de desafios climáticos e de mercado.

O anúncio feito na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, marca um divisor de águas para a agroindústria familiar gaúcha. Um levantamento estatístico de uma ferramenta de planejamento estratégico que pode redefinir o futuro do setor, garantindo que políticas públicas sejam desenhadas com base em dados concretos e que as famílias rurais tenham maior protagonismo no desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. (Por Gisele Flores – gisel@pampa.com.br)

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