Domingo, 15 de março de 2026
Por Redação O Sul | 14 de março de 2026
Está marcado para a manhã deste domingo (15) no cemitério Luterano da Paz, em Camaquã (Centro-Sul gaúcho), o sepultamento do corpo de Angélica Ines Strelow, 28 anos, morta a facadas por volta das 23h de sexta-feira. O ex-companheiro, de mesma idade, foi preso em flagrante após se entregar em uma Delegacia da cidade e confessar o crime. Trata-se do 22º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul desde janeiro.
A Polícia Civil detalhou que o assassinato foi cometido no interior da casa onde a vítima morava. Ela havia obtido medida protetiva contra o homem, que mesmo assim teria invadido a residência após arrombar o portão e a porta principal. No momento do ataque, as duas filhas do casal – com idades de 6 e 11 anos – estavam no local, junto com mais três crianças.
Ainda conforme os investigadores, a vítima e seu algoz estavam separados desde 2023, mas ele não aceitava o fim do relacionamento. A vítima inclusive era acompanhada regularmente pelo programa “Patrulha Maria da Penha”, da Brigada Militar, que cheogou a visitar Angélica horas antes do feminicídio.
Comoção
O caso chocou a comunidade de Camaquã. Por meio de nota oficial, a prefeitura se manifestou. Confira, a seguir, a íntegra da manifestação.
“A prefeitura de Camaquã manifesta profundo pesar e indignação diante do trágico falecimento de Angélica Inês Strelow, camaquense e mãe, vítima de mais um ato brutal de violência contra a mulher. Sua perda representa não apenas uma dor imensurável para seus familiares e amigos, mas também um golpe para toda a nossa comunidade. Nenhuma mulher deve perder a vida por ser mulher.
O feminicídio é uma violência inaceitável que precisa ser combatida com firmeza por toda a sociedade. Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e com todos que sofrem com essa perda irreparável, ao mesmo tempo em que reafirmamos a importância de que crimes como este sejam rigorosamente investigados e punidos com todo o peso da lei.
Também reforçamos nosso compromisso com a segurança da população e, em especial, com a proteção das mulheres. Nesse sentido, o município tem avançado na estruturação de políticas públicas, como a criação da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, que atuará em conjunto com as demais forças de segurança no fortalecimento das ações de prevenção e combate à violência.
Que a memória de Angélica seja também um chamado coletivo para fortalecer a luta contra a violência e pela proteção da vida das mulheres.”
(Marcello Campos)
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