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Geral Rússia divulga vídeo sem data de comandante-geral que a Ucrânia diz ter matado; entenda as versões

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Imagens mostram o comandante-geral da frota russa no mar Negro, Viktor Sokolov, supostamente em uma reunião virtual “da cúpula da Defesa”. (Foto: Reprodução)

Um dia depois de a Ucrânia afirmar ter matado o comandante-geral da frota russa no mar Negro, Viktor Sokolov, a Rússia divulgou nessa terça-feira (26) um vídeo no qual o militar aparece.

Embora sem data, as imagens, divulgadas pela agência de notícias estatal russa Ria, mostram Sokolov supostamente em uma reunião virtual “da cúpula da Defesa” com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu. Na reportagem, a Ria também não diz quando ocorreu a reunião.

Na segunda-feira (24), o governo ucraniano afirmou que Sokolov está entre os mortos por um bombardeio de Kiev ao quartel-general da frota russa no mar Negro, que fica na Crimeia, a península ucraniana invadida e anexada pela Rússia em 2014.

O governo ucraniano disse que o ataque matou 34 membros da Marinha russa, entre eles Sokolov, versão que Moscou não confirmou.

O Kremlin reconheceu ter sido atacado por mísseis ucranianos, mas, desde o dia do bombardeio, na sexta-feira (22), afirma que apenas um militar morreu.

O bombardeio, com uma série de mísseis de alta precisão a grandes distâncias fornecidos pelos Estados Unidos e pela Europa, aconteceu durante uma reunião de altos cargos no quartel-general, o que pode explicar o grande número de oficiais mortos.

A guerra de versões entre Ucrânia e a Rússia não é novidade – desde o início da invasão russa ao país vizinho, em fevereiro de 2022, os dois governos trocam informações desencontradas ou negam a versão do governo adversário.

Um dos gargalos desse conflito é que muitas dessas informações não podem ser verificadas, seja por terem acontecido no front de batalha ou em território russo, onde a imprensa internacional e a nacional de oposição têm sido perseguida e deixado o país.

O caso do bombardeio ao quartel-general foi diferente:

– Tanto a Ucrânia a Rússia confirmaram o ataque – por parte de Kiev, tem sido praxe não falar sobre explosões em território russo. No entanto, esta foi uma das principais contraofensivas desde o início da guerra, e relatórios feitos por serviços de inteligência do Ocidente apontam a possibilidade de que Kiev esteja fazendo ataques mais “midiáticos” para compensar o avanço tímido de sua operação de contraofensiva no front de batalha.

– A Rússia reconheceu o ataque, que só aconteceu por uma falha em seu sistema de defesa antiaéreo – o Instituto para Estudos da Guerra, um think tank dos Estados Unidos, aponta para a possibilidade de que uma parte significativa desse arsenal de defesa possa já ter sido destruída durante a guerra da Ucrânia.

– A foto de Sokolov foi divulgada um dia depois de a Ucrânia afirmar tê-lo matado.

O Kremlin ainda não havia se pronunciado sobre a afirmação de que o comandante-geral morreu nos bombardeios até a última atualização desta notícia.

Ataques ucranianos

Nos últimos meses, uma série de ataques, principalmente com drones, atingiu a Crimeia, segundo autoridades russas na península. Moscou culpa Kiev.

Há três semanas, a região foi bombardeada com mísseis que atingiram navios em reparação em um porto, também segundo Moscou.

Mas a ação militar mais significativa na Crimeia desde o início da guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022, foi uma explosão na única ponte que liga a península ao território russo em outubro de 2022.

O ataque deixou dois mortos, danos para a infraestrutura russa e foi carregado de simbolismo: além de ser um dos primeiros sinais de contraofensiva da Ucrânia, a ponte foi construída pela Rússia após a anexação da Crimeia e inaugurada pessoalmente pelo presidente russo, Vladimir Putin. As informações são do portal de notícias G1.

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