Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 27 de agosto de 2026
A Rússia acusou nessa quinta-feira (27) a França e o Reino Unido de “brincarem com fogo” ao fornecer tecnologia de mísseis à Ucrânia. Segundo Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, a decisão pode ter consequências imprevisíveis para Paris e Londres.
A declaração ocorreu após os líderes britânico e francês anunciarem, na última segunda-feira (24), o reforço do apoio militar à Ucrânia durante uma reunião de países aliados para marcar o Dia da Independência ucraniano.
Entre as medidas anunciadas estão o compartilhamento de tecnologia militar classificada como secreta e a aceleração da entrega de mísseis de defesa aérea às forças ucranianas.
O Reino Unido informou que dará à Ucrânia acesso a tecnologia sigilosa para permitir que o país produza seus próprios mísseis de cruzeiro Storm Shadow. Os armamentos têm longo alcance e podem atingir alvos em áreas profundas do território russo
A França já autorizou o licenciamento da tecnologia do míssil europeu, abrindo caminho para que a Ucrânia também fabrique o armamento no próprio país.
Moscou critica há anos o envio de armas ocidentais para Kiev. O governo russo afirma que o apoio militar aumenta o risco de uma escalada do conflito, iniciado com a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.
União Europeia
Na segunda-feira (24), a União Europeia (UE) anunciou a liberação de um novo pacote de ajuda para a Ucrânia no valor de 6,1 bilhões de euros – o equivalente a R$ 36 bilhões -,
O anúncio foi feito pela Comissão Europeia em um comunicado afirmando que “o reforço das defesas da Ucrânia é cada vez mais urgente” devido aos quase 400 ataques da Rússia com mísseis só em julho.
A ajuda é parte de um empréstimo de 90 bilhões de euros concedido a Kiev. Mais da metade do valor é destinada à ajuda militar, com o objetivo de reforçar sua defesa aérea e capacidades em mísseis e munições.
A Ucrânia precisa especialmente de mísseis interceptadores do tipo Patriot, para contra-atacar os mísseis balísticos russos.
Na segunda, a Ucrânia celebrou os 35 anos de sua independência. “Neste Dia da Independência da Ucrânia, expressamos nosso apoio inabalável”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na rede social X. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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