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Variedades Saiba a pergunta-chave capaz de manter a chama acesa no relacionamento; uma conversa pode mudar tudo

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Conhecimento mútuo é decisivo no convívio de um casal. (Foto: Freepik)

Manter a chama acesa e aprofundar o vínculo em um relacionamento romântico é um desafio constante, e até mesmo os casais mais apaixonados anseiam por uma conexão e um significado maiores. Embora muitos interesses possam ser compartilhados, as pessoas são indivíduos com histórias de vida, perspectivas e linguagens do amor diferentes.

No entanto, você não precisa ser um leitor de mentes para alcançar uma compreensão mais profunda, de acordo com Ashwini Nadkarni, professora-assistente de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard (Estados Unidos). Em entrevista à revista “Reader ‘s Digest”, ela revela que, em sua prática clínica, ouve frequentemente pacientes que desejam compreender melhor seus parceiros.

“A chave está em uma única pergunta que pode transformar a dinâmica de adivinhar o que o outro precisa em uma troca concreta de informações”, ressalta. Ainda segundo ela, essa indagação permite que os casais compreendam as linguagens do amor um do outro, o que fortalece o relacionamento.

Mas, afinal, qual é a pergunta? A especialista revela: “O que faz você se sentir mais amado(a)?”.

O motivo pelo qual tal questão se mostra tão reveladora é o de “ajudar os casais a entenderem suas linguagens do amor, o que cada pessoa precisa para se sentir especial e valorizada”, explica Ashwini. Fazer essa pergunta – e principalmente respondê-la – promove um senso de compreensão mútua, além de fornecer informações valiosas sobre quatro dimensões fundamentais de um relacionamento.

Intimidade

Essa curiosidade mútua tem benefícios que não se limitam à compreensão. Também reduzem o estresse e as suposições, já que conhecer as preferências um do outro evita mal-entendidos, acrescenta a psiquiatra:

“A intimidade surge do compartilhamento não apenas dos melhores momentos, mas também dos mais difíceis, e da criação de uma sensação de segurança em torno dessa vulnerabilidade compartilhada. Uma única conversa pode unir as pessoas de uma forma que cinco anos de namoro talvez não consigam”.

Um vislumbre do que eles valorizam: a resposta do parceiro oferece uma janela para seus valores mais profundos. “A resposta revela coisas como: quero gestos de carinho, quero presença emocional, quero afeto físico”, destaca a psiquiatra. “Ao ouvir e agir de acordo, você demonstra um interesse genuíno, reunindo informações sobre todas essas dimensões essenciais e ajudando a pessoa a se sentir verdadeiramente vista, valorizada e segura”.

Isso oferece uma visão sobre o estresse e os estilos de enfrentamento do seu parceiro: se a principal forma pela qual ele se sente amado é recebendo uma xícara de chá quente após um dia difícil, isso fornece uma indicação clara de “o que o faz se sentir seguro e como ele se conecta”.

Entender como ele busca conforto permite que você facilite o bem-estar dele em momentos difíceis. Se um abraço é o refúgio dele, o contato físico se torna uma ferramenta para aliviar o estresse e se conectar. Revela como eles se relacionam com base em sua infância: as experiências familiares da infância moldam as interações na vida adulta.

Por exemplo, se alguém cresceu em uma família muito afetuosa, demonstrações físicas de afeto podem ser sua linguagem do amor. Se cozinhar juntos era algo central, preparar comida em conjunto pode ser sua maneira de se sentir amado. A resposta à pergunta oferecerá pistas sobre o que lhes proporciona maior conforto e segurança. A disparidade nos estilos familiares não é um problema; o importante é compreender a história de vida da outra pessoa, explica Ashwini.

A especialista enfatiza que “nunca é cedo demais e nem tarde demais” para fazer essa pergunta. Depende do nível de conforto de cada casal, mas é aconselhável revisitar o assunto periodicamente, já que as respostas podem mudar com as fases da vida, o estresse, doenças ou a chegada dos filhos. “Mesmo depois de 25 anos juntos, o relacionamento ainda pode desenvolver novas nuances”, conclui. (com informações do portal O Globo)

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