Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de novembro de 2026
Com menos dinheiro entrando no Brasil, o dólar tende a subir frente ao real
Foto: FreepikA vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump, com possíveis reflexos também para o Brasil.
Com a maioria na Câmara e no Senado, a oposição ganha força para barrar propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e regulação. O novo cenário também pode influenciar as decisões dos investidores e afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
Conhecidas como “midterms”, as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis.
Na prática, a votação muda a composição do Congresso, mas não o comando da Presidência. O resultado define o equilíbrio de forças entre o governo e a oposição pelos próximos dois anos.
Os democratas garantiram o controle das duas Casas, impondo uma derrota ao partido de Trump.
Como as “midterms” afetam o Brasil?
Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar.
As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir.
Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil.
Com menos dinheiro entrando no Brasil, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no País também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic.
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Elon Musk torrou cerca de US$ 474 milhões (R$ 2,6 bilhões) para influenciar as eleições norte-americanas e descobriu, da pior maneira, que nem tudo está à venda. Enquanto os democratas retomavam Câmara e Senado e impunham uma chulapada a Trump,
Isto aí para ele é troco de pinga, vai te deitar chinelo.