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Saúde Saiba como as máscaras faciais se tornaram uma ferramenta vital de autocuidado

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O O poder de cura de uma boa máscara facial é incomparável. (Foto: Reprodução)

Às vezes, nos encontramos lutando com o ócio e preguiça. E mesmo em um mundo em diferentes estados de isolamento social, as ligações intermináveis que temos com nossos telefones e laptops significam que estamos sempre, mesmo quando parados, em movimento. E hoje existem poucas coisas que exigem nossa atenção plena. Uma máscara facial, ao que parece, é uma delas.

Vivemos numa época em que gostamos que nossos cuidados com a pele sejam transparentes: séruns, cremes e géis que deixam nossos rostos impecáveis, muitas vezes a ponto de a maquiagem se tornar desnecessária. Mas isso está embutido em uma rotina que construímos todos os dias. Aplicar uma fórmula com ácido hialurônico na pele se tornou tão normal quanto escovar os dentes. Porém, mesmo que você se dedique ao máximo para conquistar a pele dos seus sonhos, é pouco provável que você gaste qualquer tempo se admirando ou aproveitando o processo lento e quase sensual da sua rotina de skincare.

É aqui que nos deparamos com o poder de uma boa máscara facial. As mais famosas são batizadas de sheet masks, ou máscaras de papel: feitas na Coréia, como Dr. Jart + e Benton, embebidas em colágeno e infundidas com ouro, um acessório super instagramável e quase obrigatório na rotina de beleza contemporânea.

Depois, há a gama clássica e crescente de máscaras de argila, incluindo a Cleansing Mask de Semente de Salsa da Aesop, que cumpre sua função tanto prática quanto estética, já que seu tubo minimalista e chique faz sucesso no fundo do banheiro em selfies por aí. Já para aqueles que acreditam nas propriedades curativas da natureza, é uma tendência apostar em versões caseiras. Uma selfie de Kendall Jenner com uma camada de abacate no rosto (a clorofila ajuda a reduzir a inflamação e a vitamina E promove suavidade) fez com que muitos de nós seguíssemos seus passos.

Valor nominal

Durante o isolamento, as vendas dispararam. Os dados de varejo coletados pelos principais analistas de tendências de beleza da WGSN mostram que, durante a quarentena, a taxa de falta de estoque de sheet masks na Grã-Bretanha aumentou 26% em 21 de abril mês a mês, chegando a 39%. A mesma taxa para outras máscaras, como argila e espuma, era de 27% na mesma data.

Os últimos meses de incerteza nos levaram a buscar refúgio contra a natureza agitada de trabalhar em casa. Kristina Marie-Ross, 27, é uma criadora de conteúdo escocesa que usa adesivos SiO –adesivos de silicone voltados para a pele sem brilho – como parte de sua rotina diária de cuidados com a pele. “Quando compro máscaras faciais, não espero que irão mudar minha vida da noite para o dia”, diz ela à Vogue por telefone, “mas colocar uma máscara facial e assistir a um filme ou escutar uma boa música às vezes é uma sensação adorável. É mais um ‘hábito’ de autocuidado do que qualquer outra coisa”.

Embora sua rotina de cuidados com a pele seja um pouco mais elaborada, ela compra regularmente máscaras faciais para relaxar. “A rotina de colocar máscaras em si me dá a sensação de um impulso de confiança se eu estiver me preparando para sair ou conhecer pessoas, por exemplo”. Ela evita as máscaras de argila porque sente que “elas parecem um pouco nojentas”, mas ocasionalmente usa máscaras de folha de ouro coreanas. “Elas são luxuosas e eu quero me sentir luxuosa”.

Kristina levanta um ponto interessante: por que usamos máscaras quando já temos uma rotina completa de cuidados com a pele sem elas? De certa forma, eles são uma alternativa para a experiência que teríamos em um spa, já que a maioria deles ainda estão fechados após a pandemia.

Ficar preso em casa nos tornou mais criativos no processo de escolha das máscaras que investimos, acredita Jenni Middleton, diretora de beleza da WGSN. “Os consumidores estão procurando usar mais produtos não tão discretos, já que trabalham com flexibilidade, e o banho lento ganhou muita importância à medida que o banheiro se torna o epicentro de bem-estar em casa. Assim, haverá um aumento no uso de máscaras para o rosto, corpo e cabelo”, diz ela. “Após o coronavírus, os consumidores podem ficar menos aptos, confortáveis ou financeiramente capazes de visitar um salão de beleza ou spa, então máscaras caseiras ou outras versões de produtos de selfcare para dentro de casa se tornarão importantes como parte do portfólio de uma marca”.

Abordando as coisas de um ângulo diferente, a marca de cuidados com a pele Dermalogica reconhece que, em algum ponto, as coisas vão voltar ao normal e os benefícios mensuráveis de uma máscara facial precisam reagir o mais rápido possível, quando o ritmo da vida cotidiana finalmente acelerar. A gerente de educação da marca, Candice Gardner, diz que a Dermalogica está se concentrando em criar máscaras que “são supereficientes sem te fazer esperar muito [pelos resultados]”, já que “obter os benefícios em cinco minutos é adequado para nosso estilo de vida agitado”.

O novo Hydro Masque Exfoliant da marca tem diferentes níveis de intensidade, com o esfoliante de bambu se tornando mais intenso quanto mais você o massageia em sua pele. O fato de a linha ser projetada para oferecer o máximo de resultados em tão curto espaço de tempo também é um símbolo do futuro da indústria de skincare pós-pandemia. Esses meses de trabalho em casa, eventualmente, chegarão ao fim, e em seu rastro haverá uma crescente demanda por cuidados pessoais luxuosos no menor espaço de tempo possível.

Como outras marcas, a Dermalogica também refinou seu foco, aprimorando-se na ciência por trás de seus produtos que, diz Middleton, anda de mãos dadas com o que ouvimos nas notícias. Depois de meses sendo instruídos a seguir a ciência como a maneira mais adequada de lidar com a pandemia, os consumidores estão ansiosos para ver resultados claros, cientificamente comprovados e mensuráveis. “As maiores tendências são máscaras que usam ingredientes específicos que hidratam, [como] ácido hialurônico ou vitamina C, ou fornecem outros benefícios de ingredientes ativos”, diz Middleton. “Os consumidores desejam benefícios de desempenho comprovados e, certamente, após a pandemia, veremos um aumento nas marcas clínicas e científicas que podem comprovar as alegações. Isso levará a um aumento nas marcas de dermocosméticos, à medida que os consumidores se acostumaram a ouvir e confiar nas opiniões de especialistas médicos durante esta crise”.

O olhar masculino

Mas também há algo nas máscaras faciais que conquistou até mesmo o grupo demográfico tradicionalmente oposto aos cuidados com a pele: os homens. De acordo com a Allied Market Research, estima-se que a indústria de cuidados com a pele masculina valerá US$ 166 bilhões em 2022, com os analistas de dados Stylus sugerindo que já houve um aumento durante o confinamento.

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https://www.osul.com.br/saiba-como-as-mascaras-faciais-se-tornaram-uma-ferramenta-vital-de-autocuidado/ Saiba como as máscaras faciais se tornaram uma ferramenta vital de autocuidado 2020-08-29
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