Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Saiba como diminuir a sua dívida mudando de banco

Compartilhe esta notícia:

Mudar de banco pode reduzir valor da dívida em até 14%. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O aposentado Valdemar Bianco, de 68 anos, vem enfrentando problemas com crédito por causa do integrante de sua família que mais gasta: seu Palio 1.0, ano 1996. Com um custo financeiro alto, o carro virou um filho, diz o aposentado, que teve que fazer, meses atrás, um empréstimo no banco para pagar um conserto de R$ 500. Como já tem conta no Itaú, ele optou por pegar o dinheiro lá, sem se preocupar em consultar as taxas de outras instituições. Valdemar, como muitos brasileiros, ainda desconhece a portabilidade de dívidas entre bancos. Com ela, é possível reduzir os juros, e o valor final a pagar pode ficar até 14% menor.

A transferência de débitos entre bancos foi criada em 2006 e, aos poucos, vem ganhando adeptos. Nos cinco primeiros meses deste ano, mais de R$ 1,7 bilhão foram transferidos (no mesmo período do ano passado o volume foi recorde: R$ 2,5 bilhões).

A portabilidade é simples: o consumidor que tem um débito no banco “A” pode procurar outro que aceite assumir sua dívida com juros menores. Depois de tudo acordado, o banco “B” transfere recursos à instituição “A” para a liquidação do empréstimo ou financiamento. Ele passa, então, a ter uma nova dívida com o banco “B”, com taxas melhores.

Economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim explica que essa operação é vantajosa quando o consumidor encontra juros mais baixos do que os que foram contratados quando ele pegou o crédito. Ela acrescenta que a portabilidade é mais frequente para o empréstimo consignado. Já o crédito imobiliário é a modalidade com maior dificuldade de portabilidade.

Saiba como fazer:

1) Pesquisa

Pesquise as taxas de juros em todos os bancos e simule como ficaria sua dívida em cada um deles.

2) Semelhante

A portabilidade de dívida bancária é semelhante à do telefone: o cliente continua e o débito (telefone) e somente muda de banco (operadora de telefonia).

3) Obrigação

Veja se o banco com a menor taxa aceitará “comprar” sua dívida. É importante lembrar que nenhum banco é obrigado a aceitar o débito que o cliente tem com outra instituição bancária.

4) Comunicação

Depois de tudo acertado com o banco, procure o gerente de sua instituição financeira de origem e comunique a ele que quer fazer a portabilidade. A instituição é obrigada a ceder sua dívida.

5) Tarifas

Os bancos são proibidos de cobrar qualquer tarifa para fazer a portabilidade. A tarifa por liquidação antecipada foi abolida em 2007. A transação é isenta de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A Transferência Eletrônica Disponível (TED) é gratuita.

6) Reclamação

Se o banco de origem criar dificuldades e tentar impedir a transação, dirija-se ao Procon e registre a sua reclamação.

7) CET

A portabilidade do crédito é gratuita, mas o Idec faz um alerta: peça o cálculo do Custo Efetivo Total (CET) detalhado da operação, que contenha o valor da dívida, a taxa de juros, o número de parcelas em que ela será paga e o valor final.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

O presidente da França disse que houve manipulação de suas declarações sobre as caricaturas de Maomé
Bolsonaro comemora liberação da pesca de sardinha em Fernando de Noronha
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar