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Saúde Saiba como se proteger da mpox; Brasil já registrou 140 casos neste ano

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus mpox capturadas no NIAID. (Foto: Divulgação)

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde.

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Veja abaixo a lista completa:

– São Paulo – 93;

– Rio de Janeiro – 18;

– Rondônia – 11;

– Minas Gerais – 11;

– Rio Grande do Norte – 3;

– Rio Grande do Sul – 3;

– Santa Catarina – 3;

– Paraná – 2;

– Amapá – 1;

– Ceará – 1;

– Distrito Federal – 1;

– Paraná – 1;

– Sergipe – 1.

O Ministério da Saúde afirma que segue com vigilância ativa e que o SUS (Sistema Único de Saúde) está equipado para identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes.

O que é a mpox?

A mpox, anteriormente conhecida como “monkeypox” (varíola dos macacos, em português), é uma infecção causada pelo vírus Mpox, que pertence à família do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola, explica infectologista Flávia Falci, do Grupo Santa Joana.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Se evoluir para a chamada fase eruptiva, surgem também lesões na pele que podem ocorrer na face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa. Segundo a médica, casos graves podem evoluir com manifestações neurológicas e oculares.

O vírus que causa a mpox se divide em dois clados, que são agrupamentos de espécies semelhantes com ancestral evolutivo comum. Os clados 1 e 2 se dividem em dois subclados: 1a e 1b, 2a e 2b.

“Essa avaliação indica a circulação do vírus”, diz o infectologista Dyemison Pinheiro, mestre em saúde coletiva e assistente no pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Classicamente, o 1a circula entre países da África Central e o 2b foi primeiro detectado na Nigéria, que seguiu causando infecção entre humanos.” Os sintomas causados pelo clado 1b tendem a ser mais exacerbados em pessoas mais vulneráveis ao vírus, com déficit de imunidade, complementa.

Como a doença é transmitida? A principal forma de transmissão da doença é entre seres humanos, afirma Juvencio Furtado, infectologista do Hospital Heliópolis. Segundo ele, é raro a transmissão vinda de um animal, sendo o mais comum ser do contato próximo entre pessoas, com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos pessoais contaminados.

“O vírus penetra no ser humano através de lesões de pele, mesmo que essas lesões não sejam visíveis. Pode penetrar raramente pelo trato respiratório, membranas mucosas, como nos olhos, boca e nariz”, diz Furtado. Outra via de transmissão em debate, afirma, é a vertical via placentária, a chamada mpox congênita.

A transmissão sexual também é possível, afirma o médico, tendo ocorrido de forma mais frequente entre homens que fazem sexo com outros homens. No entanto, o risco não é restrito a esse grupo e pode acontecer com qualquer pessoa que tenha contato com a lesão com mucosas ou lesões cutâneas.

A doença também pode ser transmitida mesmo antes de se apresentar qualquer tipo de sintoma ou por pacientes assintomáticos, explica Falci.

Prevenção

O que posso fazer para prevenir a contaminação? Para Furtado, a medida protetiva mais importante é evitar o contato corporal pele a pele. Além disso, as pessoas que tiverem as manifestações clínicas da doença devem ficar afastadas durante o período de transmissibilidade, que corresponde ao período em que as lesões estão ativas, diz.

Outra forma de prevenção eficaz é a vacinação da população. O Ministério da Saúde afirma que realizou a aquisição emergencial da vacina para pessoas que vivem com HIV/Aids e que possuem CD4 entre 100 e 200 células, usuários de PrEP e profissionais de saúde que manipulem amostras do vírus.

No entanto, Pinheiro diz que as vacinas têm sido insuficientes. “Temos observado no dia a dia um aumento no número de casos suspeitos e confirmados, inclusive do clado 1b, pouco identificado em circulação no Brasil. O Carnaval, que comumente tende a apresentar um maior contato físico entre as pessoas, nos deixa em estado de alerta”, afirma.

Falci indica também mudanças comportamentais em relação às parcerias sexuais e o uso de equipamento de proteção por profissionais de saúde em ambientes hospitalares, além da higiene rigorosa do ambiente em que o paciente foi atendido.

O Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos e, em caso de sintomas ou suspeita de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados, que se procure uma unidade de saúde para avaliação clínica e isolamento até avaliação médica.

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Ricardo Vicari Fernandes
14 de março de 2026 10:03

Onde fica o M da Saúde? É Defesa Civil ou Vigilância Sanitária? Ninguém se interessa por Macaco PET no pescoço, e posterior aparecimento de máculas e pústulas no Tutor, Avenida Garoupas 805 centro Bombinhas SC. Sim, comeram dinheiro do TUTOR, esperaram e apreenderam o Macaco no Paraná. R$ sim saúde não…

Eloa Guterre
12 de março de 2026 21:44

Sempre após Carnaval.

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