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| Saiba como se proteger de informações falsas na internet

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Notícias falsas alarmam consumidores. Especialistas orientam que as informações sejam verificadas antes de serem repassadas. (Crédito: Reprodução)

Sabe o que têm em comum o feijão com larva que matou ao menos dez pessoas, a promoção da empresa aérea que dá duas passagens de graça e o aviso de que o serviço de mensagens gratuitas passará a ser pago? Tudo é boato, mas, frequentemente compartilhados pelas redes sociais, alarmaram consumidores.

Segundo Gilmar Lopes, especialista em redes sociais, para ganhar força, o boato tem características básicas: é anônimo; não tem data especificada; trata de assunto de grande interesse, como algo que afete a saúde; costuma ser alarmista; e envolve o nome de grandes empresas ou o de pessoas conhecidas, para endossar a “notícia”.

Outro ponto comum, diz ele, é que quem publica o post pede que seja repassado ao maior número de pessoas possível. “O problema é que, pelo sim, pelo não, a pessoa compartilha e acaba disseminando notícias falsas”, frisa.

Para desmascarar um boato, o especialista recomenda o contato com a empresa citada e busca checar se a notícia está sendo veiculada em sites de jornais tradicionais. Se não estiver na mídia, destaca Lopes, a chance de ser uma mentira é muito grande.

O pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (Fundação Getulio Vargas) Pedro Augusto Pereira Francisco ressalta que nosso juízo crítico fica prejudicado quando as “notícias” são compartilhadas por conhecidos, um amigo ou alguém da família. Além disso, a mensagem escrita, aponta, tem um impacto subjetivo maior. E o consumidor deve pensar duas vezes antes de compartilhar. “Ter uma posição mais crítica é essencial em se tratando de internet. Na dúvida, cheque a informação”, sugere.

Porém, de tão desconfiada, a historiadora Luciane Reis por pouco não perdeu cerca de 2 mil reais de uma premiação da TIM. Apesar da insistência da operadora em contatá-la, ela temia fornecer seus dados e escreveu à Defesa do Consumidor, achando que poderia estar sendo vítima de um golpe. A TIM reforça que tem diversos canais de comunicação para esclarecer dúvidas e a autenticidade de promoções, disponíveis 24 horas. “Depois dessa, comecei a acreditar que é possível haver premiações reais. De qualquer forma, não forneço dados sem ter certeza de com quem estou falando”, ressalta Luciane.

Solução rápida.

O advogado Alexandre Frigério, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), lembra que, em casos verídicos, as redes sociais podem ser um bom instrumento de alerta e de resolução rápida de um problema.

Regulamentador de vários produtos e administrador de um sistema de acidente de consumo, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) mantém uma equipe para monitorar o que circula pela rede e verificar se há risco para o consumidor. “O caso de um bebê que morreu sufocado no berço, que nos levou a convocar um recall no produto, por exemplo, a princípio parecia um boato. Mas fomos verificar e era real. Na dúvida, o consumidor deve encaminhar o caso ao Inmetro que faremos a verificação”, diz Marcos Borges, engenheiro do instituto.

Segundo Francisco, da FGV, para as empresas, o maior risco do boato é o dano à imagem. (AG)

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