Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de novembro de 2015
Ahipertensão pode parecer um problema inevitável e sem fim. Causada principalmente por fatores genéticos, faz com que muitos pacientes tomem um ou mais remédios diariamente até o fim da vida. Um fator, no entanto, pode mudar essa história: a atividade física. A prática regular de exercícios pode diminuir e até eliminar o uso de medicamentos.
A doença, caracterizada por uma pressão arterial mais alta que o normal, é dividida em dois tipos. A primária, causada por fatores genéticos, corresponde a 90% dos casos. “A pessoa tem uma pré-disposição e se expõe a fatores ambientais. Se tem hábitos saudáveis, consegue evitar”, explica Claudia Forjaz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.
Já a secundária é consequência de outra doença, como problemas nos rins ou na tireoide, ou um remédio, como anticoncepcionais.
Pressão alta é uma doença “democrática”. Ataca homens e mulheres, brancos e negros, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas. A hipertensão acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.
A hipertensão arterial é, geralmente, uma doença silenciosa. Por isso, é preciso aferir a pressão a cada seis meses para detectá-la. Em alguns casos, porém, existem sintomas como dores de cabeça e no peito, tonturas e visão embaçada.
A patologia também pode causar problemas mais graves. “A hipertensão mal-tratada pode trazer riscos à saúde, como AVC, infarto, insuficiência renal e cegueira”, alerta Stephan Lachtermacher, médico do Instituto Nacional de Cardiologia.
O tratamento do tipo secundário é mais simples: basta solucionar o problema que causou a doença. Já na hipertensão genética, a terapia depende da gravidade do problema. “Na maior parte dos casos, não há cura, há controle”, ressalta Claudia.
Para quem está no estágio 1 (mais leve), é possível tratar o problema apenas com mudanças no estilo de vida (atividade física e alimentação), ou com um remédio. Nesse caso, os exercícios podem eliminar a necessidade da medicação. Nos estágios 2 e 3, o tratamento é feito com dois ou mais remédios. É raro as pessoas deixarem de tomar os medicamentos apenas com mudanças na atividade física. É possível, contudo, diminuir a quantidade de remédios e as doses de cada um.
Para quem quer evitar a hipertensão, a recomendação é de 30 minutos de atividade, cinco dias por semana. “Não precisa ser estruturado, nem ser 30 minutos seguidos. Pode caminhar com o cachorro, ir a pé para o trabalho. O que for mais fácil”, garante Claudia.
Quem já sofre com o problema, no entanto, precisa fazer exercícios aeróbicos de quatro a cinco vezes por semana, com duração entre 50 e 90 minutos e intensidade moderada, sempre com acompanhamento médico.
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