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Brasil Saiba o que é a “psicologia positiva” e como utilizá-la para ser mais feliz

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Masterclass de quatro dias vai mostrar os "segredos" do país nórdico (Foto: Reprodução)

Quem não quer ser feliz todos os dias? Atingir a felicidade é o desafio da humanidade, mas o segredo pode estar em ações simples, que a manterão presente no cotidiano. A teoria é chamada de “psicologia positiva”. Em vez de esperar longos anos para comemorar a aquisição da casa própria, celebre a economia feita a cada dia, por exemplo. Também não espere receber um elogio para ficar contente. Elogie, você mesmo, um colega de trabalho. Pequenos atos estão na origem de uma vida feliz.

“O foco é promover a felicidade, reformulando o estilo de vida, explorando as qualidades humanas e as reações pró-sociais, como a empatia, o altruísmo, a gratidão, o vínculo e o amor”, explica a psicóloga Carolina Veras.

A ideia de pesquisar o que faz as pessoas felizes surgiu no fim da década de 1990. O então presidente da Associação Americana de Psicologia (organização que representa essa área do conhecimento nos Estados Unidos e no Canadá), Martin Seligman, orientou os profissionais a focarem menos nos problemas e patologias de seus pacientes e dar mais atenção àquilo que pode proporcionar felicidade.

“A proposta é que a gente construa um modelo mental mais positivo, com auto-responsabilização sobre a nossa vida, com objetivos e metas. É um tipo de mudança que pode nos ajudar nos momentos mais difíceis”, comenta Renata Abreu, especialista em desenvolvimento humano e psicologia positiva.

A teoria, atualmente, considera cinco elementos que, juntos, contribuem para a formação do bem-estar: emoção positiva (sentimento de prazer e conforto), engajamento (entrega total), sentido (propósito de vida), realização (conquistas pessoais) e relacionamentos positivos (ligações sociais saudáveis).

“É importante ressaltar que a psicologia positiva não é uma autoajuda, nem ‘lei da atração’ ou pensamento positivo”, faz questão de salientar a especialista. “Também não estamos falando de repressão às emoções negativas.”

Escolha

Algumas teorias ligadas à psicologia positiva, como a da psicóloga russa Sonja Lyubomirsky, afirmam que a felicidade está baseada em três fatores: genética (50%), circunstâncias de vida (10%) e atividades intencionais (40%).

“Esta última diz respeito a ações práticas que podemos fazer para aumentar a nossa felicidade. É preciso dedicação de tempo e esforço para que, por intermédio desses 40%, a gente possa aumentar o nosso bem-estar, apesar da genética ou do que acontece em nossa volta”, orienta Renata Abreu.

Para que um processo de mudança possa ocorrer, é preciso prestar atenção nas escolhas que são feitas diariamente. “Devemos sair do ‘piloto automático’, pois dessa forma prestaremos maior atenção às escolhas que fazemos a todo momento. A felicidade está no aqui-e-agora, não lá na frente. Trata-se de algo relacionado à forma pela qual escolhemos interpretar o mundo”, complementa.

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