Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de junho de 2026
O Ministério da Saúde anunciou, nessa segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização com a vacina do Butantan contra a dengue, após 42 casos de reações adversas, entre eles duas mortes suspeitas registradas. Os 42 casos representam 0,008% do total de 500 mil pessoas imunizadas até 30 de maio e estão sob investigação para saber se há relação direta com a vacinação.
Os profissionais de saúde formam a maioria do público vacinado: 417 mil pessoas. Outras 83,6 mil pessoas, entre 15 e 49 anos, foram vacinadas em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) – e da região de Araguaína, em Tocantins. De acordo com o ministério, não houve relato de eventos adversos entre os moradores dessas regiões.
Quem foi imunizado deve ficar atento a sintomas como:
– Febre;
– Dor abdominal intensa e contínua;
– Vômitos persistentes;
– Tontura;
– Sangramentos;
– Sonolência intensa;
– Irritabilidade;
– Sinais de desidratação;
– Piora do estado geral.
Reações adversas
Diante desse cenário, a pasta recomenda que quem tomou a vacina nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira.
Segundo a análise do ministério, entre os cerca de 500 mil vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% do total. Desses registros, 42 apresentaram sinais de alarme e foram classificados como graves, o que representa 0,008% do total de pessoas imunizadas.
Monitoramento
A partir desta terça-feira (9), o Ministério da Saúde também passará a orientar monitoramento ativo para casos na rede hospitalar de:
– Dengue em pessoas com vacinação recente;
– Casos com sinais de alarme; e
– Óbitos.
Orientação
A orientação é de fazer o acompanhamento com aglomerados por lote, unidade ou território. A pasta reforçou ainda que quem foi imunizado segue protegido contra a dengue.
“Essa decisão não invalida a eficácia, mas busca ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de risco ou cenários em que o benefício da vacinação superaria os riscos. Então, a população vacinada continua protegida. Quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue”, afirmou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
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