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Política Saiba o que fez o Centrão colocar o pé no freio sobre possível apoio a Flávio Bolsonaro

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Desabafo de Michelle Bolsonaro sobre enteado colocou eventual embarque de partidos de centro em pré-campanha do PL em compasso de espera. (Foto: Reprodução)

Partidos de centro que avaliavam ingressar no bloco de apoio à pré-candidatura do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e só aguardavam digerir a revelação da relação entre o primogênito de Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Banco Master, voltaram a deixar a adesão em compasso de espera.

A postura inerte é reflexo do desabafo público da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que afirmou na semana passada ter sido desrespeitada e menosprezada pelo enteado.

O fato de Michelle ter deixado no ar a possibilidade de novos desdobramentos do relacionamento entre o filho de Bolsonaro e o ex-banqueiro fez muita gente ficar na dúvida sobre o embarque.

Nova tentativa

Uma aliada de primeira hora de Michelle tem atuado nos bastidores na tentativa de construir uma trégua entre a ex-primeira-dama e o pré-candidato à Presidência. Segundo relatos de integrantes do PL, essa interlocutora intensificou as conversas com dirigentes e pessoas próximas à família Bolsonaro, defendendo que a reaproximação entre os dois é fundamental para reduzir as tensões internas e evitar novos desgastes públicos em um momento considerado estratégico para o partido.

Nas conversas com integrantes da legenda, essa intermediária tem feito reiterados apelos para que Flávio Bolsonaro aproveite as visitas que faz ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para buscar uma aproximação com a madrasta. Na avaliação dela, o primeiro passo para abrir caminho a uma reconciliação seria uma iniciativa do senador, que deveria pedir desculpas a Michelle. A expectativa é de que um gesto nesse sentido possa diminuir a resistência da ex-primeira-dama e facilitar uma composição política e familiar.

Dentro da cúpula do PL, o movimento em favor da reconciliação também tem ganhado força nas últimas semanas. Dirigentes da legenda defendem que uma demonstração pública de unidade teria impacto positivo sobre a militância e ajudaria a afastar especulações sobre divisões internas. Por isso, a proposta em discussão é gravar um vídeo com Flávio e Michelle lado a lado, transmitindo uma mensagem de pacificação. No material, ambos declarariam que “toda família briga, mas que estarão juntos para derrotar Lula”. Embora a gravação ainda não tenha sido realizada, a intenção é que esse registro aconteça até o dia 25 de julho, data marcada para a convenção do PL que oficializará Flávio como candidato à Presidência.

O principal obstáculo para que esse plano saia do papel, entretanto, continua sendo o aval de Michelle. Para que a estratégia avance, é indispensável que a ex-primeira-dama concorde em participar da iniciativa. Assessores próximos a ela afirmam que Michelle permanece resistente e que, até o momento, não demonstra disposição para se engajar na campanha presidencial do enteado.

Essa posição, segundo pessoas que acompanham as negociações, foi reafirmada na conversa que Michelle teve, na semana passada, com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na ocasião, a ex-primeira-dama deixou claro que não está disposta a colaborar com a campanha de Flávio, mantendo a mesma postura que vem adotando desde o início das articulações em torno da candidatura do senador. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)

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