Segunda-feira, 06 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2021
Modificar o teto de gastos desequilibra o orçamento e traz impactos à vida cotidiana dos brasileiros.
Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilA decisão do presidente Jair Bolsonaro de destinar R$ 30 bilhões fora do teto de gastos para ampliar o valor pago no Auxílio Brasil vai ter repercussões em toda a economia. Além de desorganizar as finanças públicas, especialistas apontam para efeitos na inflação, no dólar, nos juros e no emprego, afetando a vida cotidiana dos brasileiros.
O governo decidiu que o substituto do Bolsa Família que será a vitrine eleitoral da campanha de Jair Bolsonaro, pagará, no mínimo, R$ 400 para os beneficiários. Para garantir esse pagamento por 14 meses, justamente ao longo de 2022, o governo terá de desembolsar ao menos R$ 30 bilhões fora do teto de gastos, regra que limita a elevação de despesas da União.
Inicialmente a equipe econômica era contra qualquer ação que afetasse o teto, a âncora fiscal do país. Mas o próprio ministro Paulo Guedes afirmou que o governo deve pedir uma permissão para extrapolar esse limite, ainda que temporariamente. A declaração repercutiu mal no mercado e a ala política faz o tradicional jogo de empurra, em que todos negam serem os ‘fura-teto’.
Segundo economistas, o que o ministro Paulo Guedes chamou de “licença” para gastar é um drible para mudar a regra do jogo focando no curto prazo – a eleição. Na prática, o efeito é o mesmo de um descumprimento do teto: descontrole fiscal, com repercussões para toda a economia.
Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, diz que as repercussões sobre a economia são fortes e incertas, principalmente no longo prazo:
“Privilegiar o curto prazo, ampliando o gasto e mudando regra de jogo, vai ter um impacto talvez positivo para o governo, mas também vai ter um impacto negativo sobre os próprios contas públicas, porque vai ser mais difícil financiar a sua atividade. No médio prazo isso pode gerar até um cenário recessivo mesmo, em que a economia não consegue sair do lugar por conta dessas incertezas”.
A avaliação é compartilhada por Juliana Inhasz, professora de Economia no Insper:
“Essa medida (turbinar o Auxílio Brasil) é um band-aid em uma fratura exposta: não resolve a situação. Num curtíssimo prazo, pode dar a sensação de que está melhorando, mas dali a pouco a gente vai ver a coisa piorar porque outras variáveis vão reagir”, diz, e cita como exemplos a inflação, dólar, mercado de trabalho e juros.
Teto de gastos
A regra foi criada no governo do ex-presidente Michel Temer e prevê que o país não poderá aumentar as despesas públicas ao limitar a elevação dos gastos do exercício seguinte à inflação do ano anterior. Ou seja, na prática, não há aumento real de despesas.
O objetivo da medida era evitar uma piora nas contas públicas. O Brasil tem uma das mais elevadas dívidas públicas entre países emergentes, superando 100% do PIB.
E, há sete anos consecutivos, o governo registra déficit primário – ou seja, gasta mais do que arrecada, e isso em contar as despesas com juros da dívida pública.
Sem as contas em ordem, falta espaço para o governo investir em melhorias na saúde, na educação ou na infraestrutura pública.
Agora, o governo já admite querer rever a regra do teto de gastos bem antes do prazo original – em 2026, dez anos após a implementação, havia previsão de revisão dos indexadores –, com o objetivo de ganhar espaço no orçamento para gastar mais no próximo ano.
“Quando a gente propõe ou demonstra uma intenção de mudar essas regras – especialmente pra poder gastar mais, ainda que gasto seja meritório –, isso claramente tem um impacto sobre a percepção de quem financia o governo e de outros agentes também de que o governo talvez não tenha tanto compromisso com a sustentabilidade lá na frente”, avalia Daniel Couri, da IFI.
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É O MITOOOOOO!!!!!Mais populista do que o bandido ,corrupto, lasrão do Lula , ambos querem a reeleição a todo o custo um para não ser preso com eus filhos outro para se vingar do Brasil por terem descoberto suas roubalheiras e falcatruas. O desemprego vai aumentar ainda mais e o Lula quer aumentar ainda mais o Bolsa farelo para 600,00 reais, dois imbecis que não sabem o que fazem e de onde vem a grana é tudo aos tranco e barrancos que prova que ambos são totalmente analfabetos e irresponsáveis.
O “dream team” liberal da economia virou um time de meninos perdidos. Pediram arrego ou seja se demitiram. Não apresentaram nenhum projeto de desenvolvimento. Não geraram empregos. Apenas privatizaram refinarias vendidas com prejuízos bilionários. Agora não resta outra coisa a não ser tentar a reeleição com projetos desesperados. Só que estes meninos não sabem ajudar pobres. Eles são especialstas em explorar o pobre. Por isto estão se demitindo.
Governadores e prefeitos globalistas implantaram restrições às atividades econômicas e laborais em 2020, o tal “Fica em casa que economia a gente vê depois”, o “Depois” chegou, a crise sanitária, econômica e social grassa no Brasil, então o presidente Bolsonaro tem que adotar medidas populistas para garantir a sobrevivência das pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social em que foram colocadas pelos prefeitos e governadores irresponsáveis.