Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Saiba por que o ano foi bom para o governo, segundo Sérgio Moro

Compartilhe esta notícia:

“Não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo”, disse o ministro. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Na última semana de trabalho de 2019, Sérgio Moro tem recorrido a uma frase curta para explicar a interlocutores por que, em sua avaliação, o ano foi promissor para o governo Jair Bolsonaro:

“Não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo”.

Inquérito arquivado

Sem tomar os depoimentos de Jair Bolsonaro e do ministro Sérgio Moro e sem realizar qualquer ato de investigação, a então procuradora-geral da República Raquel Dodge solicitou e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski mandou arquivar, na quarta (18), um pedido de apuração sobre o presidente e o ministro.

A bancada do PT no Congresso havia pedido ao STF que ambos fossem investigados após o presidente ter declarado, em junho, que teve acesso a informações do inquérito, que tramitava sob segredo, a respeito dos laranjas do PSL em Minas Gerais.

Revelado pela Folha de S.Paulo no início de fevereiro, o caso dos laranjas do PSL, o partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, é alvo de investigações da PF e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido em 2018.

Em 27 de junho, a PF deflagrou uma operação para investigar o assunto e prendeu um assessor de Antônio. Um dia depois, quando concedeu uma entrevista coletiva em Osaka, no Japão, Bolsonaro foi indagado sobre o assunto e respondeu: “Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler”.

O caso, entretanto, tramitava sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Dias depois da declaração de Bolsonaro, procurado pela Folha, o Ministério da Justiça confirmou ter repassado informações sobre o inquérito ao presidente e que elas não comprometiam o andamento das investigações.

Para Lewandowski, contudo, “não há elementos probatórios suficientes para justificar a deflagração da persecução criminal”. O pedido da bancada do PT ao STF era justamente a abertura de uma investigação a fim de que ficasse esclarecido como ocorreu e quando o repasse das informações que constavam de um inquérito sigiloso.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Farid Germano Filho assume vaga de vereador
Bolsonaro diz que projeto para explorar terras indígenas está pronto
Pode te interessar