Domingo, 04 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Saiba quais são os principais mitos e verdades sobre a relação entre o diabetes e os olhos

Compartilhe esta notícia:

O Dia Mundial da Saúde Ocular foi celebrado em 10 de julho. (Foto: Reprodução)

O Diabetes – tanto o tipo 1 quanto o tipo 2 – é uma doença que atinge mais de 425 milhões de adultos ao redor do mundo e, em 2045, esse número pode chegar a 629 milhões, de acordo com a IDF (Federação Internacional de Diabetes).

A alta nos níveis de glicose no sangue pode levar a diversas doenças que afetam o coração, vasos sanguíneos, nervos, membros inferiores e até os dentes. Mas uma pesquisa realizada pela SBRV (Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo) em parceria com a Bayer mostrou que quase metade dos brasileiros não sabe que o diabetes também pode levar à cegueira.

O Dr. André Gomes, médico oftalmologista e integrante do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, esclarece as principais dúvidas sobre a relação entre a perda de visão e o diabetes.

Todo diabético precisa fazer exames regulares de visão

Verdade – O acompanhamento com o oftalmologista especialista em retina é tão importante quanto aquele realizado com o endocrinologista, principalmente quando o diabetes é descoberto tardiamente. “O descontrole dos níveis de açúcar no sangue pode gerar alterações nos vasos sanguíneos de todo o corpo, incluindo os que irrigam os olhos. Esse quadro causa alterações na parte posterior do olho, o que gera a retinopatia diabética”, explica o médico. Por esse motivo, manter uma rotina de consultas oftalmológicas e manter a doença controlada são passos importantes para a saúde ocular.

A Retinopatia diabética é a única doença que pode afetar os olhos e que tem ligação direta com o diabetes

Mito – “Existem outras doenças oculares originadas pelo diabetes como a catarata e o glaucoma, por exemplo. Porém, a retinopatia diabética, principalmente com o aparecimento do edema macular diabético, tem um grande potencial de lesão da retina, o que pode levar à perda definitiva de visão”, esclarece Gomes.

O diabetes pode levar à cegueira

Verdade – Como dito anteriormente, o diabetes pode causar doenças oculares graves como a retinopatia diabética. O vazamento de fluido (líquido) na região central da retina no caso de edema macular diabético pode levar à diminuição da nitidez, perda de foco, manchas na visão central e até diminuição limitante e irreversível da visão. “Por esse motivo, o exame de mapeamento de retina é essencial para os diabéticos. Dessa forma, qualquer mudança nos olhos será detectada a tempo para que a devida intervenção seja feita, preservando-se a visão e a qualidade de vida daquele paciente.”

É possível recuperar a visão perdida devido às doenças oculares causadas pelo diabetes

Verdade – O importante é o diagnóstico e tratamento precoces. “Embora a retinopatia diabética e o edema macular diabético não tenham cura e casos extremos possam ser irreversíveis, existem hoje tratamentos eficazes baseados em medicamentos injetados diretamente nos olhos que podem não só estacionar a perda da visão como ajudar na recuperação de parte significativa da visão perdida. Existe ainda a possibilidade de se associar o tratamento com laser ou mesmo procedimentos cirúrgicos específicos”, conclui o especialista.

Nesse contexto, o Eylia (aflibercepte), por exemplo, é um medicamento antianiogênico, ministrado por injeção intravítrea (dentro do olho), que apresenta mecanismo de ação exclusivo permitindo uma duração de atividade dentro do olho maior do que a de outros antiangiogênicos, além de permitir a extensão do tratamento de acordo com os resultados visuais e anatômicos de cada paciente. Os estudos realizados com o Eylia, da Bayer, trazem resultados significativos em termos de ganho de visão já com a primeira injeção do medicamento, o que pode ser mantido por anos de acordo com os resultados dos estudos. O medicamneto também é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento de outras doenças vasculares de retina: degeneração macular relacionada à idade forma úmida, oclusão da veia central da retina (nas suas duas formas de apresentação: oclusão da veia central da retina e oclusão do ramo da veia retiniana) e neovarcularização corodial miópica.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pop Center promove curso gratuito de empreendedorismo
Um criminoso que dirigia um carro roubado foi preso após fugir de uma blitz e atirar contra policiais na BR-101, no litoral gaúcho
Pode te interessar