Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Saiba qual é o país mais rico do mundo

Compartilhe esta notícia:

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o PIB per capita de Luxemburgo é de US$ 140,3 mil, no topo do ranking global. (Foto: Reprodução)

O país mais rico do mundo é Luxemburgo, na Europa – isso se considerarmos o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das economias globais. O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o PIB per capita de Luxemburgo é de US$ 140,3 mil, no topo do ranking global.

Os Estados Unidos, que têm o maior PIB do mundo, aparece apenas em oitavo lugar nesta lista, com US$ 83 mil – enquanto isso, o Brasil tem um PIB per capita de US$ 11 mil.

– Mas o que isso significa, afinal? Definir o nível de riqueza de um país é uma conta complexa. Com tantos parâmetros disponíveis, a medida mais usada nesses casos é o PIB per capita, mesmo que ele seja incapaz de mostrar as faixas de concentração de renda de um país.

Esse índice é o resultado da soma da produção de bens e serviços de um país em determinado período, dividido pelo número de habitantes daquela região, chegando a uma “média de riqueza” da população local.

Ranking de países mais ricos do mundo:

– Luxemburgo (US$ 140,3 mil);

– Irlanda (US$ 117,9 mil);

– Suíça (US$ 110,2 mil);

– Noruega (US$ 102,4 mil);

– Singapura (US$ 91,7 mil);

– Islândia (US$ 87,8 mil);

– Qatar (US$ 84,9 mil);

– Estados Unidos (US$ 83 mil);

– Dinamarca (US$ 72 mil);

– Macau (US$ 70 mil).

Lacunas

Essa conta, por si só, esconde lacunas que podem existir sobre a distribuição e concentração de renda em um país, ou seja, se há ou não muita renda concentrada em poucas pessoas.

“O PIB per capita é uma medida imperfeita, com um monte de falhas. Desigualdade é uma coisa muito dificultosa de se medir”, aponta Samuel Pêssoa, chefe de pesquisa da JBB e associado da FGV-IBRE.

O pesquisador explica que, de qualquer forma, indicadores mais complexos e que expressam melhor a qualidade de vida têm alta correlação com o PIB per capita e que, por isso, ele ainda é usado nesses casos – mas com certa parcimônia.

É aí que entram outros dados, como o índice de Gini e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) explica que o índice de Gini varia de zero a cem. Quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a situação econômica de uma nação. Na outra ponta, quanto maior o número, mais a renda está concentrada em pouquíssimas pessoas naquela sociedade.

A questão é que os dados dos países são calculados em anos diferentes e por fontes diferentes. Levando isso em consideração, a pontuação do Brasil era de 52,9 em 2021. Em 2020, dado mais recente divulgado pelo World Bank, o índice de Gini de Luxemburgo era de 33,4, apontando para uma distribuição de renda quase duas vezes melhor que a brasileira.

Com o IDH, calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é o contrário: quanto mais próximo do número um, melhor. Em 2021, o IDH de Luxemburgo foi de 0,930, o 17º melhor do mundo. No mesmo ano, o IDH brasileiro foi de 0,754, em 87º lugar.

– O que tem em Luxemburgo? Luxemburgo, um dos menores países da Europa localizado entre Alemanha, França e Bélgica, é beneficiado pelo seu papel como centro financeiro – com 118 instituições internacionais de crédito instaladas no país, de acordo com o Banque Centrale du Luxembuourg –, de seu regime fiscal favorável e de um setor industrial forte, aponta ao Valor Alexander Valentim, economista sênior da Oxford Economics.

O regime fiscal de Luxemburgo já foi muito questionado por outros países e chegou a receber a alcunha de paraíso fiscal. Em 2009, entrou para a “lista cinza” do Grupo de Ação Financeira (Gafi) devido à preocupação com as leis de sigilo bancário do país. Logo, o país adotou como regra os padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e foi retirado da categoria.

“Estes setores [financeiro e industrial] são altamente especializados e oferecem salários atrativos para trabalhadores qualificados que conduzem a um elevado padrão de vida. Além disso, o Luxemburgo tem uma pontuação muito boa no que diz respeito a medidas de Estado de direito e corrupção, tornando-o um destino atraente para investimentos estrangeiros”, diz Valentim.

No país europeu, o salário mínimo é de 2.570,90 euros, o que no câmbio atual corresponde a R$ 13.971,81 (em 11 de março). A taxa de desemprego fechou 2023 em 4,9%, com cerca de 17 mil pessoas desempregadas no país.

“Naturalmente, existe alguma desigualdade, mas, em linha com muitos dos seus pares europeus, o sistema de segurança social do Luxemburgo proporciona uma extensa rede de segurança para os seus habitantes”, completa Valentim. As informações são do jornal Valor Econômico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ataque de gangues deixa pelo menos 14 mortos na capital do Haiti
Crocodilo de 4,5 metros quase arranca órgãos genitais de cuidador
Pode te interessar