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Brasil Saiba quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro e alvo da Polícia Federal

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Lima é controlador do Banco Pleno desde julho de 2025

Foto: Agência Alba
Lima é controlador do Banco Pleno desde julho de 2025. (Foto: Agência Alba)

O banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, foi alvo, nesta quinta-feira (18), da nona fase da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.

A sede do banco fica na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, na capital paulista. Lima já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado em outra fase da operação. Ele foi solto alguns dias depois.

Em fevereiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. Lima é controlador da instituição financeira desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ele é próximo a petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos.

Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o País em parceria com o Banco Master.

Liquidação

Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi determinada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da autoridade monetária. O BC afirmou que o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro.

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, explicou o BC.

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