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Brasil Saiba quem é quem na equipe econômica de Bolsonaro

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A equipe de transição do presidente eleito agendou uma série de reuniões para os próximos dias. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Quase um mês após o segundo turno das eleições presidenciais, a equipe econômica de Jair Bolsonaro começa a ser conhecida. Quando o então candidato do PSL foi vitorioso nas urnas, sabia-se que Paulo Guedes seria seu futuro ministro da Economia, pasta que deve reunir os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio.

Desde o fim de outubro, o superministro se dedica a montar a equipe econômica e escolher quem ocupará postos chave nas principais estatais, como Petrobras e Eletrobras. Até agora, os sete nomes confirmados reforçam o perfil liberal de Guedes.

Saiba quem são eles:

Roberto Castello Branco – O economista Roberto Castello Branco foi confirmado em postos chave da área econômica no futuro governo de Jair Bolsonaro. Ele assumirá a presidência da Petrobras, no lugar de Ivan Monteiro, a partir de janeiro.

Castello Branco tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago, e já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. Também fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás.

Joaquim Levy – De perfil liberal e doutor pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy foi indicado para ocupar a presidência do BNDES. Em sua última experiência no governo, Levy foi convidado por Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Fazenda logo após a reeleição. A ideia era que ele realizasse um duro programa de ajuste das contas públicas, baqueadas pelas pedaladas fiscais da gestão de Guido Mantega.

A relação com Dilma, no entanto, nunca foi boa, especialmente porque a ortodoxia do ministro batia de frente com a visão da chefe.  Levy também foi secretário do Tesouro durante o governo Lula, quando Antonio Palocci comandava o Ministério da Fazenda. Após deixar a chefia do Tesouro Nacional, em 2006, Levy foi vice-presidente de Finanças e Administração do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Roberto Campos Neto – O economista foi indicado para a presidência do Banco Central, após recusa do atual dirigente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, em permanecer no cargo. Com 49 anos, ele iniciou sua carreira ainda nos anos 1990 e atuou em diferentes bancos no Brasil. Sua experiência foi moldada praticamente em mesas de operações de instituições financeiras.

Antes de ser indicado para a presidência do BC, Campos Neto ocupava o cargo de diretor de tesouraria do Santander Brasil para as Américas. Em uma instituição financeira, essa área é a responsável por captar recursos e aplicá-los em diferentes instrumentos financeiros, garantindo a liquidez de um banco.

Campos Neto terá que ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal e só terá a indicação para o BC confirmada depois de ser aprovado pelo plenário da Casa.

Mansueto de Almeida – Será mantido no comando do Tesouro Nacional. Ele é um dos idealizadores da regra do teto de gastos e um crítico feroz da política de subsídios implementada nos governos petistas.

Considerado um especialista competente em finanças públicas, Mansueto saiu da função de pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 2016 para integrar o dream team formado pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Assumiu primeiro a Secretaria de Acompanhamento Econômico e depois o Tesouro Nacional.

Rubem Novaes – De perfil liberal, Rubem Novaes foi indicado para comandar o Banco do Brasil. Oriundo da Universidade de Chicago (EUA), integrou o time de Paulo Guedes, sendo responsável pela formulação do programa de desestatização do novo governo. Novaes esteve à frente das entidades patronais, como Confederação Nacional da Indústria, além de ter sido diretor do BNDES.

Pedro Guimarães – Assumirá a presidência da Caixa. O economista é sócio do banco de investimentos Brasil Plural e tem uma vasta experiência no mercado financeiro. Doutor em Economia pela Universidade de Rochester (EUA), especializou-se em privatizações e participou de diversos processos de venda de empresas no Brasil, como a do Banespa.

Salim Mattar Júnior – Dono da Localiza, será o secretário de Privatizações do governo de Jair Bolsonaro. Mattar aceitou o convite do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele foi o quarto maior doador das eleições deste ano, tendo repassado o total de R$ 2,9 milhões para 28 candidatos, incluindo o futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM, R$ 100 mil), seu filho Rodrigo Lorenzoni (DEM, R$ 50 mil), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM, R$ 200 mil), os tucanos Cássio Cunha Lima e seu filho Pedro Cunha Lima (R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente).

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