Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Saiba quem são os servidores da Receita investigados por vazamento de dados de ministros do Supremo

Compartilhe esta notícia:

Os suspeitos teriam usado o sistema do órgão para divulgar dados sigilosos.

Foto: Agência Senado
Os suspeitos teriam usado o sistema do órgão para divulgar dados sigilosos. (Foto: Agência Senado)

Quatro servidores da Receita Federal foram alvo de operação da Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (17) para investigar suposto vazamento de informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Os suspeitos teriam usado o sistema do órgão para divulgar dados sigilosos. Os mandados de busca e apreensão da PF foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Segundo o Supremo, que autorizou a ação, “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”. O STF divulgou o nome dos investigados. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que atuam em delegacias da Receita nos estados que foram alvo da operação, com salários que vão de R$ 11.128,16 a R$ 38.261,86, segundo o Portal da Transparência.

* Luiz Antônio Martins Nunes: Servidor desde 1981, Luiz Antônio Martins atualmente é técnico do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) no Rio de Janeiro, órgão em que ingressou em 2000. Ele está lotado na delegacia da Receita Federal no Estado.

* Ricardo Mansano de Moraes: O auditor fiscal da Receita, Ricardo Mansano de Moraes está no cargo desde 2007, e atua na Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat), uma área do órgão que gerencia a gestão de créditos tributários que contribuintes podem receber da União. Ele trabalha na Delegacia da Receita em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Em suas redes sociais, o auditor fiscal segue perfis de políticos de direita, como do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Kim Kataguiri (UNIÃO-SP).

* Ruth Machado dos Santos: Técnica do Seguro Social, Ruth Machado ingressou no funcionalismo em 1994. Hoje, é agente administrativa em uma delegacia da Receita em no Guarujá, litoral de São Paulo.

* Luciano Pery Santos: Também atua como técnico do Seguro Social, mas em uma delegacia da Receita em Salvador, capital da Bahia. Está no serviço público desde 1983.

Os quatro servidores foram afastados de seus cargos e prestarão depoimentos à PF, segundo o Supremo. Em nota, a Receita diz que instaurou uma auditoria sobre o vazamento de informações de ministros do STF após solicitação da ação do STF em 12 de janeiro. “A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF”, diz o comunicado divulgado após deflagrada a operação da PF.

Na mesma nota, a Receita Federal afirmou que “além dos procedimentos no âmbito do inquérito, noticiados hoje (17/2/2026), com base em informações prestadas pela própria Receita Federal do Brasil, há prévio procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados oportunamente.”

Procurado, o Serpro informou que os servidores que atuavam no órgão estavam cedidos à Receita, que tem concentrado as informações sobre a operação. O Sindifisco, que representa auditores fiscais, afirma que vê “com preocupação o suposto vazamento, visto que o dever de proteção das informações tributárias constitui garantia legal do contribuinte e é pilar essencial da confiança na Administração Tributária”.

Na nota, diz ainda que acesso aos dados dos contribuintes “não constitui quebra de sigilo e faz parte da rotina de trabalho dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, sendo prática essencial para a realização de auditorias e fiscalizações”.

Mas a entidade diz que a divulgação dos dados “é crime, sendo um desvio incomum que deve ser punido” e reforça que os servidores citados têm “seu direito ao contraditório e à ampla defesa preservado”. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Congresso do Peru destitui José Jeri e país terá o oitavo presidente em 10 anos
Em Atlântida, o Carnaval Infantil da SABA atravessa gerações
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Sergio Pretto
17 de fevereiro de 2026 19:07

Esses aí não vão ganhar aposentadoria como castigo caso sejam condenados. É ser muito burro ora.

Vanderlei Ochoa
17 de fevereiro de 2026 18:48

Funcionário ou marginais infiltrados a serviço da direita golpista? Cadeia para os marginais. Co.o tem marginal nessa direita golpista. São que nem ratos , se multiplicam como os roedores.

Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x