Sábado, 14 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de fevereiro de 2026
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master marca um novo momento no andamento das investigações. A mudança ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal (PF) encaminhar ao ministro Edson Fachin um relatório que detalha conexões entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro. A partir desse encaminhamento, abre-se espaço para o aprofundamento das apurações e para a análise do material apreendido com executivos da instituição financeira.
De acordo com informações publicadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, o relatório da PF menciona trocas de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. O ministro seria citado diversas vezes em diálogos extraídos do celular do controlador do banco, aparelho que foi apreendido durante as diligências. Entre os conteúdos analisados estariam conversas que fazem referência a pagamentos destinados à esposa do magistrado.
Em dezembro, também foi noticiado que Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, celebrou contrato com o Banco Master prevendo o pagamento de R$ 130 milhões ao longo de três anos. O objetivo formal do acordo seria a prestação de serviços voltados à defesa de interesses da instituição junto a órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Até o momento, não foram tornados públicos documentos que comprovem a execução detalhada dos serviços correspondentes aos valores estipulados no contrato. Nem Viviane Barci de Moraes nem Alexandre de Moraes apresentaram esclarecimentos públicos adicionais sobre o conteúdo e a extensão das atividades previstas no acordo.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a saída de Toffoli da relatoria foi interpretada como um fator que pode alterar a dinâmica processual do caso. Avalia-se que, sob sua condução, eventuais relatórios envolvendo outros ministros poderiam ter encaminhamento distinto. Com a redistribuição do processo, essa possibilidade deixa de existir.
O caso foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passa a ser responsável pela análise dos elementos reunidos até aqui e pela definição dos próximos passos processuais. A mudança ocorre em um contexto de atenção pública elevada, dada a repercussão das informações divulgadas.
Nos dias que antecederam o afastamento da relatoria, Alexandre de Moraes manifestou apoio a Toffoli durante discussões internas na Corte. Em reunião reservada de ministros que tratou do tema, Moraes esteve entre os que defenderam o colega, antes de ser formalizado o pedido de afastamento. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
A visão de que panos quentes devem ser colocados por sobre as irregularidades e até crimes cometidos pelos membros da Suprema Corte deve ser urgentemente extinta. Tudo deve ser apurado e, como ninguém deve estar acima da lei, todo aquele que cometeu transgressão ou crime deve ser responsabilizado e punido. Chega de corporativismo.