Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2026
Nos anos 1990, era comum ver a atriz Sandra Bullock interpretando mocinhas em comédias românticas. Ao longo daquela década, ela se consolidou nesse tipo de produção, construindo uma trajetória marcada por personagens leves e histórias de romance. Até que, em meados dos anos 2000, começou a despontar também em papéis dramáticos, como no filme “Crash: No Limite” (2004).
Vinte anos depois, Sandra Bullock falou sobre essa mudança em uma entrevista realizada pela amiga Jennifer Aniston para a revista Interview. Durante a conversa, Jennifer perguntou se a atriz já havia feito uma escolha deliberada sobre o tipo de carreira que queria construir. Bullock respondeu que sim, em dois momentos diferentes.
A primeira decisão ocorreu antes mesmo de começar a atuar profissionalmente. “Eu estava em Nova York, era garçonete e fazia testes para todos os tarados que me pediam para tirar as calças. Eu pensava: ‘Não, esse papel não é para mim’. Eu estava trilhando meu caminho. Todo ator profissional pensa que nunca mais vai trabalhar, então você aceita o que aparece e tira o máximo proveito disso.”
O segundo momento aconteceu justamente depois de Sandra Bullock ter participado de diversas comédias românticas. Segundo a atriz, foi quando decidiu mudar a direção de sua carreira. “A única vez em que fui intencional em relação à minha carreira foi quando disse: ‘Preciso parar agora mesmo com as comédias românticas’, porque estava recebendo muitas críticas por causa delas. E aceitei um papel em um filme chamado ‘Crash’… Eu queria começar a exercitar outros músculos.”
Bullock trabalhou em diversas comédias românticas entre os anos 1990 e 2000. Entre os filmes do gênero estão “Enquanto Você Dormia” (1995), “No Amor e Na Guerra” (1996), “Quando o Amor Acontece” (1998), “Da Magia a Sedução” (1998), “Miss Simpatia” (2002) e “Amor à Segunda Vista” (2002). Depois desse período, outros filmes românticos também marcaram sua carreira, como “A Casa do Lago” (2006) e “A Proposta” (2009), mas passaram a ser intercalados com produções de outros gêneros e diferentes tipos de histórias.
Agora, Sandra Bullock revisita os romances com a continuação de “Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor” (2026). No filme, a atriz volta a interpretar Sally Owens, personagem que precisa enfrentar novamente a maldição de sua família, responsável por matar os homens por quem suas mulheres se apaixonam. A produção marca, assim, o retorno de Bullock a uma história que já fez parte de sua trajetória no cinema.
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