Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2015
Mais profissionalização é a resposta do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, à análise de economistas de que falta qualidade ao ensino brasileiro e, sem isso, as finanças do País não crescerão de maneira sustentada. A formação dos professores tem que se voltar para a prática, respondeu o dirigente. Ele acrescentou que “se ensinássemos nossos médicos como ensinamos nossos professores, os pacientes morreriam”.
O ministro criticou o desempenho das universidades, que preparam os docentes, principalmente no setor privado, e disse que o MEC (Ministério da Educação) exigirá contrapartidas para repassar as verbas dos programas federais.
Mercadante declarou que há simpatia à ideia de incluir o ensino profissionalizante no currículo do curso médio e propôs vincular o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Institucional), de formação técnica, ao EJA (Educação de Jovens Adultos), o antigo supletivo.
O dirigente argumentou favoravelmente à política de dar prêmios em dinheiro a escolas e educadores que atingirem metas, e achou que entregar a administração escolar a organizações sociais (entidades privadas sem fins lucrativos) poderá dar um bom resultado.
Mercadante não apoia, porém, a política de charter schools, na qual colégios privados ganham do Estado para prestar o serviço da educação gratuita. (Folhapress)
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