Domingo, 01 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2017
O ex-ministro do STF (Supremo tribunal Federal) Joaquim Barbosa só aceitará ser o candidato a presidente da República se obtiver carta branca do PSB – ou seja, com a garantia de que terá a chapa para ser indicado a presidente.
O ex-presidente do Supremo se encontrou com os chefes da legenda neste mês, em Brasília. Disse a eles que não se interessa “em ser vice de ninguém”. Barbosa acredita que uma aliança com a Rede pode resultar em uma chapa harmônica. Há quem aposte em Marina Silva, como sua vice.
Barbosa ainda repete a interlocutores que sua tendência é não ser candidato a nada, mas o fato é que nunca esteve tão aberto a discutir a possibilidade. Com longa viagem marcada ao exterior, o ex-ministro prometeu dar uma resposta definitiva entre “final de janeiro e início de fevereiro”.
Em junho, durante cerimônia em que foi descortinado o retrato dele na galeria de ex-presidentes do STF, Barbosa já havia dito que refletia sobre uma possível candidatura à Presidência da República. “Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de se candidatar, de me candidatar ou não, está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro da Corte.
Na ocasião, Barbosa admitiu conversas sobre uma possível candidatura, mas negou ter assumido compromisso com qualquer partido para as eleições 2018.
O convite
O PSB convidou Barbosa para filiação em junho deste ano e espera uma resposta até janeiro de 2018. A sigla deixou claro que, se Barbosa ingressar na legenda, será para se candidatar. Na prática, a sinalização do PSB é um freio no ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Aldo Rebelo (PSB), que, internamente, admitiu que disputará a indicação.
O vice-presidente nacional de Relações Governamentais e Internacionais do PSB, Beto Albuquerque, já declarou que o partido não deverá realizar prévias e que apoia o nome de Joaquim Barbosa.
Um outro socialista também reforçou que, se a legenda tiver candidato, será o magistrado aposentado. “A postulação de Aldo Rebelo é simplesmente para colocar o nome dele em destaque”, disse, em reserva.
Mas ainda não foi batido o martelo quanto a essa questão. O PSB poderá sim fazer prévias ao se dividir entre o ex-presidente do STF e o ex-ministro Aldo Rebelo, recém filiado à legenda, para as eleições 2018.
Rebelo foi filiado ao PCdoB por 40 anos e entrou no PSB em setembro de 2017.
Na época, ele tinha negado qualquer intenção eleitoral ao entrar na sigla. Por meio de nota, o PSB disse que, historicamente, não escolhe seus candidatos por meio de prévias. “Segundo as regras estatutárias, a indicação e aprovação de candidatos a presidente e vice-presidente da República cabe ao Congresso Nacional”.
Enquanto não se decide, Joaquim Barbosa tem tido conversas com quadros do PSB. A legenda já adiou seu congresso – evento em que faz as deliberações eleitorais – por causa das indefinições quanto aos novos quadros. Em 2014, lideranças do PSB chegaram a conversar com o ex-ministro para atrai-lo para a sigla.
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