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Política “Se não tiver base científica, ele vai pagar”, diz o presidente da Câmara dos Deputados sobre fala inverídica de Bolsonaro que associa vacina contra covid ao vírus da aids

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Legenda atribui medida a "interesses pessoais" do presidente da Câmara, Arthur Lira. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro deve pagar por divulgar informações falsas, ao comentar a decisão tomada pelo Facebook de retirar do ar uma live do chefe do Executivo. No vídeo, Bolsonaro relacionava os imunizantes contra a covid-19 e o risco de disseminação de aids em pessoas vacinadas.

A doença pode ser transmitida por meio de relações sexuais ou por recebimento de hemoderivados contaminados com o HIV e cientistas não descobriram nenhuma relação com a vacina contra covid. “Se ele (Bolsonaro) não tiver nenhuma base científica, ele vai pagar sobre isso”, afirmou Lira, ao responder sobre o assunto durante um seminário sobre o agronegócio em São Paulo.

Em sua live semanal na última quinta-feira (21), Bolsonaro leu uma notícia falsa que dizia que relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que as pessoas completamente imunizadas estão desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida “muito mais rápido que o previsto”.

A afirmação do presidente ocorreu um dia após a leitura do relatório final da CPI da Covid, que pediu seu indiciamento por nove crimes em função de sua conduta durante a pandemia. A live foi apagada na noite de domingo.

O Comitê de HIV/aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirmou, por nota, que não há relação conhecida entre qualquer vacina contra a covid-19 e o HIV, e repudiou “toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente”.

O comitê recomenda ainda que pessoas que vivem com HIV (vírus da imunodeficiência humana)/aids devem ser completamente vacinadas contra a covid-19, inclusive com a liberação da dose de reforço (terceira dose) para todos que receberam a segunda dose há mais de 28 dias. Pessoas imunossuprimidas estão recebendo o reforço contra covid-19 nesse intervalo de tempo, conforme prevê o Ministério da Saúde, assim como os idosos e profissionais de saúde que tomaram a vacina há mais de seis meses.

Nesta segunda-feira (25), em entrevista a uma rádio, Bolsonaro disse que leu sobre a pesquisa em reportagem da revista Exame publicada na semana passada. Bolsonaro também compartilhou nas redes sociais uma publicação de seu filho Carlos Bolsonaro em que o vereador critica a repercussão. “A que nível chega o $istema: o ‘meio de comunicação do bem’ chamado Exame divulga a informação e o atacado é quem leu sua matéria! O alvo será a revista ou o leitor? Precisa responder? Tem método!”, diz a publicação.

A matéria em questão, entretanto, foi publicada pela Exame em outubro de 2020, quando as vacinas ainda estavam em desenvolvimento. A notícia foi atualizada nesta segunda-feira e destaca que os cientistas se basearam em análises feitas em 2007 com um adenovírus específico usado na pesquisa de vacinas contra o HIV.

No final da tarde desta segunda, o YouTube comunicou que também resolveu retirar o vídeo do presidente Jair Bolsonaro do ar. Segundo a empresa, o canal do presidente foi suspenso por uma semana. Em comunicado, o YouTube afirma que o conteúdo do vídeo “viola diretrizes que estão em conformidade com autoridades de saúde locais e globais”. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.

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