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Brasil Se quiser emplacar personalidades como Henrique Meirelles, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes ou Nelson Jobim na Presidência da República, o Congresso Nacional tem de regulamentar a eleição indireta

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A oposição passou a liderar um movimento a favor do impeachment de Temer. (Foto: EBC)

Líderes políticos já iniciaram as negociações para a sucessão do atual presidente. No cenário de uma eleição indireta, ganham força neste momento os nomes do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, enfrenta resistências dos parlamentares, responsáveis pela escolha no cenário de uma eleição indireta. No entender do Congresso, onde muitos integrantes são alvo de investigações, Cármen estaria muito identificada com a Operação Lava-Jato.

A favor de Meirelles pesam os primeiros sinais de recuperação da economia e o bom trânsito com PT, PMDB e PSDB.  O atual ministro da Fazenda comandou o Banco Central nos dois mandatos de Lula na Presidência. Há, no entanto, o receio de que Meirelles seja citado em eventuais delações do doleiro Lúcio Funaro e do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os congressistas também têm simpatia por Gilmar Mendes, principalmente após ele ter feito duras críticas à Lava-Jato. O ministro do Supremo e atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) assumiria, se eleito, sob a condição de conduzir o País até as eleições presidenciais do ano que vem. Essa alternativa, porém, não agrada a setores do PT e de outros partidos de esquerda.

A favor de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a credibilidade política. Uma vez eleito, ele teria papel semelhante ao que teve no governo Itamar Franco (1992-1994), quando assumiu a Fazenda e deu início a uma era de estabilidade econômica. Mas a alternativa FHC dificilmente seria aceita por Lula e o PT.

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