Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 22 de dezembro de 2015
O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que se o ex-tesoureiro da legenda João Vaccari Neto “solicitou ou recebeu” propina no esquema de corrupção da Petrobras, “não o fez em nome do partido”. O presidente da sigla saiu em defesa de Vaccari e disse que o considera “inocente”. O ex-tesoureiro está preso e foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo Falcão, Vaccari “tinha autorização do partido para solicitar e receber contribuições estritamente dentro dos marcos legais, que, portanto, se solicitou ou recebeu vantagem indevida, não o fez em nome do partido”.
O presidente do PT disse que a legenda paga a defesa de Vaccari e admitiu que isso não é feito com todos. “Que o PT arca com os custos desta defesa pelo fato de que Vaccari continua a ser filiado ao partido. Que tem direito ao custeio de suas defesas os ex-dirigentes no exercício de suas atividades partidárias e em decorrência de funções delegadas pelo partido.”
Falcão afirmou ainda que o correligionário não foi expulso porque “não houve transgressão estatutária”, sendo que, pela sigla, não há prova de que ele tenha praticado os crimes a ele atribuídos.
Questionado sobre qual a motivação das empresas acusadas de ligação com a Operação Lava-Jato doarem para o PT, ele disse que isso ocorre porque a sigla “possui um bom projeto para o País” e que somente elas é que poderiam dizer. (Folhapress)
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