Terça-feira, 10 de março de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2019
A secretária-adjunta de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, visita o Brasil nesta semana para uma série de reuniões com autoridades brasileiras a fim de aprofundar a cooperação EUA-Brasil em apoio à democracia no Hemisfério Ocidental, especialmente na Venezuela, e para tratar da prosperidade econômica compartilhada e da segurança na região.
Segundo comunicado da Secretaria de Estado dos EUA, Kimberly Breier terá encontros em Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. Ela se reunirá com altos funcionários do governo, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o secretário para Assuntos Internacionais e Comércio, Marcos Troyjo, o assessor de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.
A secretária também se reunirá com líderes empresariais, estudantes e membros da sociedade civil, além de representantes do ACNUR, embaixadores dos países do Grupo Lima e imigrantes venezuelanos.
No giro pela América do Sul, Kimberly viajará ao Paraguai no dia primeiro de março. Ela se encontrará com o presidente daquele país, Mario Abdo Benitez, e outras autoridades locais.
Eles discutirão questões bilaterais e regionais, incluindo cooperação em segurança, apoio à Venezuela, prosperidade econômica e nosso compromisso comum com a democracia. Ela também se envolverá com líderes da sociedade civil, incluindo ativistas anticorrupção.
Autoproclamado
A Administração norte-americana avisou antecipadamente ao Governo espanhol que o líder da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, pretendia se proclamar presidente interino do seu país, e depois pressionou para que a Espanha e a UE (União Europeia) o reconhecessem e rompessem qualquer canal de diálogo com Nicolás Maduro. “Enfrentamos muita pressão, não vou lhes dizer de quem, mas podem imaginar, para que votemos contra a criação desse grupo”, admitiu o ministro espanhol de Relações Exteriores, Josep Borrell, no Parlamento. Referia-se ao grupo da UE que busca mediar um diálogo na Venezuela.
A concretização chegou no começo da tarde do dia 23 de janeiro, através de um telefonema da Embaixada norte-americana em Madri: “É provável que Guaidó se proclame presidente hoje, e nós vamos reconhecê-lo”. Em um artigo publicado no mesmo dia no Wall Street Journal, o vice-presidente Mike Pence tinha manifestado seu apoio a Guaidó, com quem se reunira na semana anterior. O vaticínio se cumpriu poucas horas depois. Menos de 15 minutos depois, Donald Trump o reconhecia oficialmente.
Borrell foi surpreendido pela notícia quando estava reunido em Madri com seu homólogo português, Augusto Santos Silva. Os dois ministros tinham discutido a implantação do chamado grupo de contato internacional, que a UE decidiu criar em outubro e não chegou a entrar em funcionamento. A ideia era que vários países europeus e latino-americanos servissem como facilitadores, mas não mediadores, para restaurar os interrompidos canais de diálogo entre o regime de Maduro e a oposição.
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