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Saúde Secretaria da Saúde do RS orienta pacientes sobre conservação de insulina em caso de falta de energia elétrica

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Pacientes devem manter as embalagens lacradas (seja em frasco, caneta descartável ou cartucho de caneca reutilizável) e armazenadas em embalagem térmica ou isopor. (Foto: Reprodução)

Diante da situação no Estado nos últimos dias por causa das chuvas e das enchentes, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul recomenda aos pacientes que utilizam insulina que, caso falte energia elétrica, mantenham as embalagens lacradas (seja em frasco, caneta descartável ou cartucho de caneca reutilizável) e armazenadas em embalagem térmica ou isopor.

Nessas situações, é necessário o cuidado para que a insulina não entre em contato com o gelo ou similar, evitando o risco de congelamento. Assim que a luz voltar, o medicamento deve ser mantido na geladeira com temperatura entre 2 e 8 graus.

Se for preciso transportar a insulina lacrada, o paciente deve usar uma bolsa térmica ou caixa de isopor. É permitido o uso de gelo artificial no resfriamento, mas não é recomendado o uso de potes com gelo caseiro.

No caso de embalagens em uso e já abertas, a insulina pode ser mantida em temperatura ambiente (de no máximo 30 graus) por até 28 dias. O medicamento não pode ser congelado. Já em relação às canetas reutilizáveis, apenas o cartucho deve ser guardado na geladeira. É preciso também retirar os medicamentos do isopor ao guardá-los na geladeira.

Pacientes

Em outra frente, com municípios ilhados pelas chuvas, as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) da Secretaria Estadual da Saúde (SES) estão atuando junto a direção central para encaminhar pacientes a outras regiões e garantir o atendimento e acesso à saúde.

Na quinta-feira (2), foi o caso de 23 pacientes de Caçapava do Sul e sete de Encruzilhada do Sul, que fariam hemodiálise em Cachoeira do Sul, mas precisaram ser atendidos no Hospital Universitário São Francisco de Paula em Pelotas, pois Cachoeira não tem acesso rodoviário. “Além disso, os nossos municípios da região Centro Serra, como Sobradinho e Arroio do Tigre, só possuem saída para a região de Cruz Alta”, explica o coordenador da 8º CRS, com sede em Cachoeira do Sul, Júlio Lopes.

Situações mais urgentes como hemodiálises e partos estão sendo a prioridade nas regiões mais afetadas pelos eventos climáticos, explica a coordenadora da 16º CRS, com sede em Lajeado, Rafaela Fagundes. “A maioria dos municípios da região só tem acesso aéreo e priorizamos os casos mais graves, também estamos buscando informações junto aos municípios, mas a comunicação está muito difícil”. Os municípios têm registrado oscilações nas redes de internet e telefonia, o que dificulta a comunicação.

“Na tarde de hoje (3) estamos terminando a transferência por helicóptero de sete pacientes de hemodiálise de Candelária para Santa Cruz do Sul, esses pacientes ficarão lá até que se seja restabelecido o transporte rodoviário para Candelária. Também estamos organizando o transporte aéreo de três pacientes de Sinimbu para Santa Cruz”, explica a coordenadora da 16ª CRS, com sede em Santa Cruz do Sul, Mariluci Reis.

As cidades no momento em melhores condições e que não estão ilhadas, como Cruz Alta, estão recebendo pacientes de hemodiálise de outras regiões do Estado. “Recebemos pacientes da 8ª e da 4ª CRS (sede em Santa Maria) e isso tem ampliado a demanda por insumos, por isso estamos organizando a logística para garantir que não falte medicamentos”, explica a coordenadora da 9ª CRS, Jussara Daltrozo Gutierrez.

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