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Porto Alegre Secretaria Municipal da Saúde alerta para risco de retorno do sarampo em Porto Alegre

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Capital não registra casos da doença contagiosa neste ano. (Foto: Arquivo/Ministério da Saúde)

A Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre publicou alerta epidemiológico para o risco de reintrodução do sarampo na capital gaúcha, ainda sem registros da doença neste ano. O motivo da preocupação é o aumento no número de casos em países vizinhos e no Estado de São Paulo, onde 23 pacientes tiveram resultado positivo desde janeiro.

Com o fluxo de deslocamentos entre a capital gaúcha e cidades da Região Sudeste do País, é fundamental que o viajante atualize sua situação vacinal. Não menos importante é procurar atendimento médico, de forma imediata, se houver sintomas compatíveis com a doença, tais como febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite.

Profissionais de saúde devem ficar atentos a esse tipo de quadro, sobretudo quando há histórico recente de viagem internacional ou a locais com circulação viral. Vale lembrar que o sarampo é uma doença extremamente transmissível e que nove a cada dez indivíduos não vacinados podem se infectar ao ter contato com o vírus.

O imunizante é seguro, eficaz e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas os postos da rede municipal, para a faixa de 1 a 59 anos. O esquema de aplicação depende da faixa etária.

Chefe da Equipe de Imunizações na Vigilância em Saúde municipal, a enfermeira Renata Capponi alerta que para a importância de se manter a caderneta de vacinação atualizada. Devem ser imunizados indivíduos que nunca receberam o fármaco, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação.

O procedimento, entretanto, é contraindicado para gestantes. Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Situações específicas são avaliadas individualmente nas unidades de saúde.

Esquema vacinal

– 1 ano a 5 anos incompletos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
– 5 a 29 anos, sem vacinação anterior: duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
– 30 a 59 anos: uma dose da tríplice viral.
– Profissionais da saúde, independentemente de idade: duas doses da vacina tríplice viral.
– Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.

A mais recente atualização estatística aponta, de janeiro a junho, uma cobertura vacinal (calculada com doses feitas em bebês de 1 ano) de 87,1% para a primeira e de 69,5% para a segunda dose. No passado, esses índices ficaram respectivamente em 91% e 77%.

No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. Já Porto Alegre teve confirmado em 2025 um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, provável local de infecção. A capital gaúcha não tem casos confirmados neste ano.

(Marcello Campos)

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