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Mundo Segundo ano da pandemia causa mais mortes, alerta a Organização Mundial da Saúde

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A pandemia já matou 3,3 milhões de pessoas em todo mundo desde o final de dezembro de 2019

Foto: Reprodução
A variante lambda foi encontrada pela primeira vez em agosto de 2020 no Peru. (Foto: Reprodução)

O segundo ano da pandemia causa mais mortes do que o primeiro, alertou nesta sexta-feira a OMS (Organização Mundial da Saúde), pedindo aos países ricos que não vacinem menores de idade, e sim doem essas doses para outras nações afetadas pela tragédia, como a Índia, que enfrenta uma nova onda de Covid-19 devastadora.

A pandemia já matou 3,3 milhões de pessoas em todo mundo desde o final de dezembro de 2019. O aparecimento de variantes e o progresso desigual das campanhas de vacinação continuam a preocupar.

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “no ritmo atual, o segundo ano da pandemia será muito mais letal do que o primeiro”. Ele também pediu aos países que desistam de vacinar crianças e adolescentes contra a Covid e doem as doses assim liberadas para o sistema Covax. Com isso, elas seriam redistribuídas para os países desfavorecidos.

Na Europa, onde o número de casos vem caindo exponencialmente, os países reabrem suas economias, enfraquecidas. A Grécia suspendeu todas as restrições de circulação, após sete meses de confinamento, para relançar uma esperada temporada de turismo. Agora, a única condição para viajar para a Grécia é estar vacinado, ou apresentar teste negativo de Covid-19.

“Os restaurantes estão abertos, podemos ir à praia, aproveitar o bom tempo, fazer compras… É maravilhoso poder sair de novo”, exclama em Creta a turista alemã Caroline Falk, de 28 anos. O governo grego lançou uma grande campanha de vacinação, com o objetivo de que as ilhas estejam “totalmente protegidas até o final de junho”. No total, mais de 3,8 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina neste país de 11 milhões de habitantes.

Na Espanha, milhares de veículos lotaram as estradas hoje, seguindo principalmente para as praias, após o fim de meses de confinamento perimetral. Tendo em vista a temporada turística, a Itália, por sua vez, anunciou que suspenderá a partir deste domingo a quarentena de cinco dias para os turistas europeus, enquanto, em Portugal, centenas de turistas britânicos são esperados a partir de segunda-feira, depois que o Reino Unido incluiu aquele país em sua “lista verde” de territórios para os quais seus cidadãos podem viajar sem ter que cumprir quarentena na volta.

O Japão, por outro lado, ampliou hoje o estado de emergência – já aplicado em seis departamentos, incluindo o de Tóquio – para três departamentos adicionais, diante do aumento dos casos de Covid a 10 semanas da abertura dos Jogos Olímpicos. Nesse sentido, o tenista Roger Federer declarou que os atletas “precisam de uma decisão firme” sobre a realização do evento, e disse que entenderia se o mesmo fosse cancelado.

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