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Mundo Seis coisas que você não sabia sobre as forças armadas da Venezuela, pilar de Nicolás Maduro

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O autocrata venezuelano conta com um amplo leque de forças de segurança para repelir tropas estrangeiras. (Foto: Reprodução)

1) Forças armadas com overdose de generais, almirantes e brigadeiros

As FANB (Forças Armadas Nacionais Bolivarianas) são uma das maiores forças militares da América Latina, com 115 mil homens, além de 438 mil soldados da reserva que volta e meia são mobilizados para grandes exercícios militares.

Há dois anos Maduro declarou que, se os Estados Unidos tentassem uma intervenção militar com barcos de guerra e de transporte de tropas “como na Normandia”, eles (os americanos) “se dariam mal”. Na mesma época, Nicolás Maduro Guerra, a.k.a. “Madurito”, flautista, constituinte e filho presidencial, declarou que se Trump “invadisse” a Venezuela, o exército venezuelano revidaria. Na sequência, os venezuelanos, armados com fuzis desembarcariam em Nova York e tomariam a Casa Branca (sic). Neste caso, os EUA teriam uma vantagem tática, já que o exército venezuelano acreditaria que a Casa Branca está em Nova York e não em Washington.

A última vez que a Venezuela participou de uma guerra, foi durante sua interferência na Guerra dos Mil Dias, em 1899-1902, que foi uma guerra civil na Colômbia e na qual os venezuelanos participaram, ajudando com tropas um dos lados.

No entanto, as forças armadas estão equipadas com vasto material da Rússia, novo em folha. Hugo Chávez e Nicolás Maduro compraram dos fornecedores russos nos últimos dez anos fuzis, mísseis anti-tanques, tanques de guerra, sistemas anti-aéreos, aviões de combate, helicópteros e material naval. O regime chavista também importou da China uniformes e radares.

No ano passado o âmbito militar venezuelano exibia uma overdose de generais, almirantes e brigadeiros, em um total de 2.000, muito mais do que o Brasil, que contava com menos de 270. Generais, almirantes e coronéis também ocupam metade dos governos de estados e 12 dos 32 ministérios (10 estão na ativa e 2 na reserva), além de controlar a distribuição de alimentos e medicamentos. De quebra, administram a estatal petrolífera PDVSA.

2) Força policial para o cotidiano, a guarda nacional bolivariana

Para o seu dia a dia, Nicolás Maduro conta a Guarda Nacional Bolivariana, uma força policial de 92 mil integrantes com funções de polícia militar. Esta força foi usada ativamente na repressão às manifestações populares de 2014, 2017 e a dos últimos dias. O Alto Comissariado da ONU acusa a Guarda, entre outras forças de segurança, de serem os responsáveis das mortes de dezenas de civis nos protestos.

3) Polícia Nacional Bolivariana, a casa da temida FAES

A Polícia Nacional Bolivariana conta com 35 mil integrantes, da qual participa a FAES (Força de Ações Especiais), um corpo de elite especial cuja função oficial é a de dissolver manifestações.

Mas os membros da FAES também são acusados de agir como “esquadrões da morte” e entrar nas casas dos civis suspeitos de colaborar com a oposição. O modus operandi dessa força é resumido em três palavras: intimidação, buscas e execuções. Eles operam FAES militarmente, já que tomam uma área de um bairro, e, tal como um exército de ocupação, cercam o lugar para caçar as pessoas que buscam.

4) A “Milícia Nacional Bolivariana”, os civis dispostos a morrer pela revolução

A Milicia Nacional Bolivariana foi fundada formalmente em 2008 por Hugo Chávez. Mas ela  já existia de maneira informal nos seis anos anteriores, quando Chávez percebeu que não tinha o apoio automático das forças armadas após o golpe militar de 2002, quando o líder bolivariano esteve preso dois dias. Por esse motivo, Chávez queria incluí-la na constituição como a quinta força militar no país.

Seus membros são civis que recebem treinamento militar quatro vezes por mês. Eles estariam — teoricamente — dispostos a “morrer pela pátria”. Os milicianos contam com subsídios especiais e acesso a alguns produtos que são escassos nos supermercados. Ao longo do ano passado — segundo o governo — o número de integrantes da Milícia Nacional cresceu de 430 mil civis para 1,6 milhão.

Nicolás Maduro sustenta que a Milícia “está preparada para defender e expulsar” qualquer força proveniente do exterior “que ouse tocar um palmo de nossa terra”. Segundo os analistas, as milícias são uma espécie de braço paramilitar do setor civil do chavismo.

5) “Colectivos”, os paramilitares chavistas

Os “colectivos” foram criados pelo presidente Hugo Chávez em 2001. No início pretendiam ser uma base de respaldo social e político ao governo chavista nos bairros das cidades. Sua definição oficial indicava que eram grupos comunitários “dedicados à promoção da democracia e atividades culturais”. Mas, já no ano seguinte — com  o surgimento das manifestações da oposição e de uma tentativa fracassada de golpe de Estado contra Chávez — os colectivos começaram a ter outra função: a de entrar em choque com manifestantes opositores.

6) O Sebin, a “Gestapo” de Maduro

“Sebin” é a sigla do temido Serviço de Inteligência Bolivariana, cujo quartel-general está no “Helicóide”, famoso pelas denúncias de torturas que ocorreriam em suas celas. Por isso o Sebin é chamado pela oposição de a “Gestapo de Maduro”.

O “Helicóide” é o nome do imenso prédio em forma de pirâmide onde está instalada a sede do temido serviço que foi criado em 2010 pelo então presidente e opera como o serviço secreto de Maduro.

 

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