Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de agosto de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O tema é impopular para todos os candidatos. Até agora, apenas Geraldo Alckmin admite publicamente que a reforma da Previdência está no seu horizonte imediato, caso seja eleito. Mas, vejamos: no período de junho de 2017 e junho de 2018, o número de novos benefícios emitidos pela Previdência Social foi de 614,7 mil, o que elevou a despesa em R$ 368,2 milhões, segundo o relatório Resultado do Tesouro Nacional distribuído há alguns dias.
Aposentadorias aumentam
Segundo estes dados, no período 2014/2016, segundo o Ministério da Previdência Social, o número de novas aposentadorias urbanas concedidas por ano foi, respectivamente, de 784,7 mil, de 746,9 mil e de 938,8 mil. Isto significa que o debate de propostas de reforma previdenciária fez acelerar o número de pedidos de aposentadoria. Fica evidente que o aumento dos pedidos de aposentadoria é um reflexo do temor de que será mais rigorosa a concessão de futuros benefícios.
Os números reais são terríveis
Os números não mentem. No primeiro semestre de 2018, para uma arrecadação bruta de contribuições de R$ 182,8 bilhões, os benefícios pagos foram de R$ 276,8 bilhões, deixando um desequilíbrio de R$ 92,2 bilhões. Também a previdência rural teve déficit de R$ 53,5 bilhões, estável em relação ao do primeiro semestre de 2017. Há ainda, o déficit dos regimes próprios dos servidores da União, Estados e municípios, que beneficiam cerca de 4 milhões de pessoas, enquanto no INSS são 34 milhões.
Discurso eleitoral e o mundo real
Há o discurso e as promessas de campanha. Mas como cumpri-las se os números da Previdência Social de trabalhadores do setor público e privado engolem a cada ano mais e mais recursos do Tesouro Nacional? Como se vê, não há milagre e o tema precisará ser enfrentado por quem pretenda governar o País.
Advogados de Lula beiram o delírio
Os advogados do ex-presidente Lula (PT) que, como se sabe, condenado em segunda instância por órgão colegiado, cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão, anunciaram ontem que pedirão à Justiça autorização para que o petista deixe a cela onde está, em Curitiba, para que possa participar dos debates com os demais candidatos à Presidência da República, que estão soltos. Uma das dificuldades seria o aparato televisivo que precisaria ser montado junto à cela do ex-presidente em Curitiba.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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