O Facebook planeja monetizar o aplicativo de mensagens WhatsApp, comprado pela empresa em 2014, ao custo de 22 bilhões de dólares – e que hoje tem 120 milhões de usuários só no mercado brasileiro. Segundo reportagem do site indiano The Economic Times, Mark Zuckerberg, presidente global do Facebook, falou sobre o futuro de app de mensagens em uma conferência com investidores.
“Uma das formas com as quais estamos trabalhando para desenvolver os pagamentos no WhatsApp é a possibilidade de enviar dinheiro de maneira tão fácil quanto a de mandar uma foto para algum contato”, disse Zuckerberg, segundo a reportagem.
O presidente do Facebook se disse animado com a ideia e espera poder lançar o novo recurso em diversos países nos próximos seis meses. Testes do serviço de pagamentos no WhatsApp são feitos pela empresa desde 2018 com um milhão de pessoas na Índia, maior mercado do aplicativo no mundo.
Empresas de tecnologia, como Apple, Samsung e Google, contam com seus próprios serviços de pagamento via celular. A cada transação realizada com o Apple Pay, por exemplo, a Apple recebe 0,15% do valor pago. Como o Facebook descartou recentemente a possibilidade de obter renda com anúncios no aplicativo do WhatsApp, serviços como o WhatsApp Pay serão a forma de a empresa monetizar o app, que tem 1,5 bilhão de usuários no mundo.
Ainda não há previsão oficial para o lançamento do recurso de pagamentos via WhatsApp no Brasil – que é um dos maiores mercados para o app globalmente. Antevendo essa tendência, o banco Itaú criou, em 2018, um teclado que permite enviar dinheiro via WhatsApp.
Processo
O Facebook anunciou na quarta-feira (29) que chegou a um acordo de US$ 550 milhões relacionado a uma ação judicial sobre a empresa ter coletado e armazenado ilegalmente dados biométricos de milhões de usuários sem consentimento.
O processo começou em 2015, quando usuários de Illinois, nos Estados Unidos, acusaram o Facebook de violar a Lei de Privacidade de Informações Biométricas estadual.
A ferramenta de reconhecimento facial, criada em 2010, identifica e sugere os nomes das pessoas que estão nas fotos publicadas pelos usuários, uma função que, de acordo com os demandantes, não cumpre a lei estadual de Illinois que protege a privacidade biométrica.
O caso envolve “os usuários do Facebook localizados em Illinois, sobre os quais o Facebook criou e armazenou um ‘template’ de rostos depois de 7 de junho de 2011”, disse o juiz que decidiu pela coletividade da ação em 2018.
Em comunicado, os escritórios que representam os requerentes solicitarão ao tribunal distrital a aprovação prévia ao acordo.
