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Economia Sem negociação com os Estados Unidos, vice-presidente do Brasil vai ao México em busca de mercado e investimentos

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No primeiro dia da missão oficial, nessa quarta-feira (27), Brasil e México fecharam parcerias em diversos setores. (Foto: Divulgação)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lidera uma missão oficial de dois dias à Cidade do México. A ida de Alckmin ao país da América do Norte é parte da estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de buscar novos mercados que possam substituir os Estados Unidos como destino de produtos brasileiros atingidos pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump.

O ponto alto da visita será uma reunião com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, nesta quinta-feira (28), no Palácio Nacional.

No primeiro dia da missão oficial, nessa quarta-feira (27), Brasil e México fecharam parcerias para aprofundar a cooperação nos setores da agropecuária, de biocombustíveis, fortalecimento comercial e atração de investimentos.

Em evento de assinatura dos memorandos, o vice-presidente destacou o impacto que a parceria terá em diversos setores, como o econômico e social. “Quero destacar a importância do que acabamos de assinar. A importância social, que significa emprego, renda, novas oportunidades, vida digna para a população; a importância econômica, investimentos, crescimento do setor produtivo; importância científica e tecnológica, novas formas tecnológicas para a descarbonização; a importância ambiental”, afirmou Alckmin.

O memorando que trata de biocombustíveis é a base para futuras ações de cooperação, com o objetivo de impulsionar um crescimento do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

A parceria prevê o intercâmbio de experiências e a transferência de tecnologia, equipamentos, metodologias e experiências entre os dois países para acelerar o desenvolvimento do setor de matérias-primas e da indústria de biocombustíveis, estimulando a captura e armazenamento de carbono a partir da bioenergia. Isso abre caminho para o crescimento ordenado e sustentável da produção de biocombustíveis, como etanol, SAF e combustíveis marítimos sustentáveis.

Segundo o governo brasileiro, a “cooperação faz parte da estratégia do Brasil de aprofundar a integração econômica com o fortalecimento de parcerias em setores estratégicos, gerando benefícios recíprocos para as duas maiores economias e democracias da América Latina”.

Em reunião na sede da chancelaria mexicana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Julio Sacristán, assinaram Memorando de Entendimento sobre cooperação entre os dois países em áreas de produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

O memorando prevê a criação de um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

Na reunião com secretário de Agricultura, os dois países também se comprometeram a adequar as legislações sobre a rastreabilidade da carne bovina, sem prejuízo às exportações brasileiras de carne para o México.

Com o objetivo de impulsionar o comércio e abrir novas oportunidades de negócios, a ApexBrasil e a Secretaria de Economia do México assinaram um memorando de entendimento para promover o intercâmbio de bens, serviços e investimentos entre os dois países.

“Essa cooperação cria uma sinergia entre duas importantes políticas de desenvolvimento: a Nova Indústria Brasil, que busca fortalecer a inovação, a sustentabilidade e a produtividade da indústria brasileira, e o Plano México, uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo do país. Para isso, a parceria vai realizar ações para promover exportações e investimentos; fortalecer capacidades institucionais e empresariais; e impulsionar o desenvolvimento de cadeias produtivas”, diz o governo brasileiro.

“A parceria também se concentrará em impulsionar a inovação e a entrada em novos mercados, facilitando a identificação de oportunidades de negócio que aumentem a competitividade e o posicionamento internacional das empresas de ambos os países.

A agenda na Cidade do México começou com uma reunião com setor privado brasileiro, com a presença de representantes da Confederação Nacional da Indústria e empresários dos setores da agricultura, pecuária, aeronáutico, cosméticos, bancário, químico, saúde e automotivo.

Ao longo do dia, a delegação brasileira se reuniu com o presidente da Mesa Diretiva do Senado da República e da Comissão Permanente do Congresso da União, Gerardo Fernández Noroña; secretário de Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente, e secretário de Economia, Marcelo Ebrard Casaubon, além do secretário da Agricultura. O encerramento da agenda dessa quarta-feira foi no Encontro Empresarial Brasil-México, promovido pela ApexBrasil.

A comitiva brasileira é formada também pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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