Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de outubro de 2015
A despesa com aposentadorias, pensões e assistência ao idoso vai pelo menos dobrar em termos reais nos próximos 20 anos, refletindo os efeitos do envelhecimento da população combinado a regras pouco rigorosas para a concessão dos benefícios. A estimativa é de que esse gasto salte de um patamar de 338 bilhões de reais neste ano para 725 bilhões de reais em 2025 e chegue a ao menos 1 trilhão de reais em 2050, em valores de hoje, sem contar a aposentadoria dos servidores públicos.
As projeções, do economista e pesquisador do Ipea Paulo Tafner, não levam em conta a recém-aprovada fórmula 85/95 para a aposentadoria por tempo de contribuição. A nova regra, já em vigor, permite que no geral o trabalhador se aposente com o benefício integral antes do que seria possível pela regra do fator previdenciário.
Segundo Tafner, a nova fórmula eleva em cerca de 25% os gastos projetados para 2050, chegando, portanto, a cerca de 1,25 trilhão de reais. “O que foi feito foi uma verdadeira contrarreforma”, afirma o economista. As projeções estão no livro “Reforma da Previdência, a Visita da Velha Senhora”, recém-lançado, com artigos de 12 pesquisadores sobre a questão previdenciária.
Os textos destacam as principais distorções do modelo brasileiro de aposentadoria e pensões, mostrando que as regras adotadas no Brasil não têm paralelo no mundo. (Folhapress)
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