Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2018
O Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho encerra neste sábado a sua programação especial alusiva ao aniversário de 246 anos da capital gaúcha, com o objetivo de contribuir para o resgate da história da cidade a partir do acervo da instituição. Em destaque, mais uma edição do projeto Música no Arquivo, com um concerto da Banda Municipal às 11h. Em caso de chuva, o evento será adiado.
Paralelamente à apresentação, o arquivista Gabriel Russo Ferreira e o graduando em História Ricardo Sarpini comandam uma visita guiada ao local, das 10h ao meio-dia. No mesmo horário, o Arquivo realiza a exposição “Porto Alegre & Arquitetura: Revisitando as Obras do Servidor Municipal”, com o arquiteto Christiano de La Paix Gelbert.
Os eventos são gratuitos e sem limite de idade, porém com vagas limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3289-8278 e 3289-8282 ou pelo e-mail atendimentoah@smc.prefpoa.com.br.
O casarão
Dirigido por Vera Lúcia Santos, o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho está localizado na avenida Bento Gonçalves, 1.129 (próximo à rua Luís de Camões), no bairro Santo Antônio, em um casarão do século 19 e que foi restaurado em 1994. Antes de seu restauro e aproveitamento pela prefeitura, em 1988, o imóvel abrigou, anteriormente, escolas estaduais como a Inácio Montanha (nos anos 1930) e a Apelles Porto Alegre (até meados da década de 1970).
Ao todo, são pelo menos 1,3 milhão de documentos sobre a Capital (mapas, documentos, livros, recortes de jornais etc.), organizados, preservados e disponíveis para consulta permanente por pesquisadores, jornalistas, historiadores, estudantes e população em geral. Além disso, a instituição promove visitas, palestras, exposições, cursos, mesas-redondas e atividades de educação patrimonial.
Sob sua guarda estão documentos datados desde 1764 e que registram as origens e transformações da cidade, informações oriundas dos poderes Executivo e Legislativo que mostram a política das administrações e publicações que revelam detalhes do cotidiano dos porto-alegrenses do passado.
Moysés Vellinho
Nascido em Santa Maria e falecido em Porto Alegre, o escritor, historiador, jornalista, crítico de literatura e político Moysés de Moraes Vellinho (1902-1980) serviu de inspiração para o nome do Arquivo Histórico municipal. Foi um dos criadores da Fundação Eduardo Guimaraens, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, do Conselho Federal de Cultura e da Academia Portuguesa de Cultura Internacional. Na Feira do Livro de Porto Alegre de 1980, ano se sua morte, foi homenageado como patrono do evento.
Também atuou como redator do jornal “A Federação” e escreveu para o jornal “Correio do Povo”, além de exercer cargos como o de oficial de gabinete do ministérios da Justiça e do Ministério do Trabalho, antes de cumprir mandato como deputado estadual (1935-37) e conselheiro Tribunal de Contas do Estado.
Vinculado à vertente lusitana da historiografia riograndense (junto com Aurélio Porto, Souza Docca e Othelo Rosa), Moysés se dedicou a defender a origem e a evolução cultural lusobrasileira do Rio Grande do Sul. Ele estudou o gaúcho brasileiro e a sua importância no estabelecimento das fronteiras nacionais, distinguindo aspectos étnicos do gaúcho platino do gaúcho brasileiro.
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