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Colunistas Semana marca liberação de R$ 70 milhões a hospitais

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(Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Uma boa notícia esta semana, para aliviar a crise dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde: a Secretaria Estadual da Saúde finalizou ontem o pagamento de R$ 70 milhões aos hospitais que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde.

Numa sequência, segunda-feira foram liberados recursos federais no total de R$ 50 milhões. Deste total, R$ 18 milhões foram destinados para o pagamento de 70% da produção de serviços correspondentes ao mês de fevereiro de 2016. Também foram pagos R$ 32 milhões para quitar 70% dos atendimentos de média e alta complexidade, realizados em março. Ontem, a Secretaria da Saúde repassou um total de R$ 20 milhões do Tesouro do Estado para os hospitais públicos e próprios.

Prioridades do agronegócio

O total esvaziamento do ministério da Agricultura neste vácuo de governo levou o atual presidente da CNA, a Confederação Nacional da Agricultura, João Martins, a sugerir que o vice-presidente Michel Temer já inclua na sua pasta questões urgentes do setor. Pela ordem, seriam o Plano Safra 2016/17, com as diretrizes para o ciclo produtivo que começa em 1o- de julho, segurança jurídica para evitar a invasão de terras e o conflito entre produtores e a população indígena, dentre outras.

Paim Filho sugere duas medidas para superar a crise

Analista de cenários estratégicos, o advogado Adivo Paim Filho comenta para esta coluna que “depois do espetáculo histriônico da votação do impeachment, agora, mais urgente é o esboço das instituições políticas sérias, que garantirão o fluir da economia corretamente. Esta deveria ser a principal pauta de um possível governo Michel Temer. Duas medidas são obrigatórias: a saída do presidencialismo pra o parlamentarismo, com a adoção simultânea do voto distrital uninominal. De um lado, assegurar a liberdade para os negócios e para a economia, com segurança jurídica. De outro, gerar a estabilidade para a vida político-institucional, sem fechamento para aperfeiçoamentos e adaptações para a nossa realidade e futuro”.

Susepe: um problema de gestão?

Enquanto Polícia Civil e Brigada Militar aumentam vertiginosamente sua eficiência, mesmo diante do contingenciamento de recursos, outro órgão da Secretaria da Segurança Pública emite sinais visíveis de fadiga na gestão a despeito do esforço dos seus servidores: a Susepe, Superintendência dos Serviços Penitenciários, responsável pela administração dos presídios do Rio Grande do Sul. Exemplos, segundo a fonte desta coluna, “que independe de recursos, mas da gestão dos recursos disponíveis são muitos: em cada dez presos intimados para audiências, sete não comparecem, pela falta de logística da Susepe para transportá-los aos fóruns.

A distribuição de servidores segue critérios distantes da razoabilidade: basta comparar o número de agentes em Bagé, com pouco mais de 300 detentos, e mais de 80 agentes, e outras penitenciárias mais populosas, com número infinitamente menor de agentes. Alguns despachos importantes em diversos setores da superintendência não são feitos porque, prosaicamentre, falta papel ofício”. A fonte desta coluna, muito bem informada sobre os meandros da gestão da Susepe, sugere que “a avaliação mais generosa que pode ser feita desta gestão é : desastrosa”. E promete mais informações nos próximos dias.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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