Sexta-feira, 15 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2026
O banco de dados vai reunir, em um só lugar, as informações de condenados
Foto: GAI MidiaO Senado aprovou nessa terça-feira (28), em votação sem registro nominal de votos, a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. O texto aprovado não sofreu alterações em relação ao que saiu da Câmara e, com isso, segue para sanção presidencial. Se o presidente Lula confirmar, a lei entra em vigor 60 dias após a sua publicação. A autora do projeto é a deputada Silvye Alves (União-GO). O banco de dados vai reunir, em um só lugar, informações de condenados pelos seguintes crimes:
* feminicídio;
* estupro;
* estupro de vulnerável;
* violação sexual mediante fraude;
* importunação sexual;
* assédio sexual;
* registro não autorizado da intimidade sexual;
* lesão corporal praticada contra a mulher;
* perseguição contra a mulher;
* violência psicológica contra a mulher.
A ideia é que, com esse sistema centralizado, as polícias de todo o país consigam compartilhar informações em tempo real. O governo federal será responsável pela gestão do cadastro. O objetivo é impedir que agressores condenados em outros estados consigam se esconder ou repetir as agressões sem serem rastreados. Pelo texto, somente pessoas condenadas por sentença transitada em julgado – em que não há mais a possibilidade de recursos – vão constar na lista.
Segundo o projeto, serão registradas informações como nome, RG, CPF, foto, impressões digitais e endereço do agressor. Os dados ficarão no cadastro até o fim do cumprimento da pena ou pelo prazo de três anos – se o tempo de punição for menor do que esse. A proposta estabelece que o nome da vítima não pode ser divulgado. A relatora do texto no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), afirmou que o novo sistema vai auxiliar políticas preventivas e promover um “aprimoramento de medidas protetivas”.
“Há integração de informações, com a centralização de dados atualmente dispersos, o que permite uma atuação mais eficiente das autoridades de segurança pública e do sistema de justiça”, disse a senadora.
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