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Política Senado aprova medida provisória que aumenta tributos dos bancos para desonerar diesel e gás

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Texto já passou pela Câmara, mas foi alterado no Senado e seguirá para nova análise dos deputados

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Texto já passou pela Câmara, mas foi alterado no Senado e seguirá para nova análise dos deputados. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

O Senado aprovou nesta terça-feira (22) a MP (medida provisória) que aumenta as alíquotas sobre o lucro líquido de instituições financeiras a fim de bancar a desoneração sobre o diesel e o gás.

A proposta também altera regras sobre a isenção de IPI na compra de carros novos por pessoas com deficiência.  Por se tratar de medida provisória, o texto está em vigor desde março, quando foi publicado pelo governo. Para se tornar lei em definitivo, porém, precisa ser aprovado pelo Congresso.

Como a versão aprovada pela Câmara dos Deputados foi modificada no Senado, o texto terá de ser reanalisado pelos deputados. A MP expira no próximo dia 28, portanto, precisa ser votada antes disso para não perder validade.

As mudanças foram propostas pelo governo para compensar a redução das alíquotas de PIS, Pasep e Cofins incidentes sobre o óleo diesel e o gás de cozinha, determinada em março deste ano por meio de um decreto.

Ao editar a MP, o governo argumentou que as medidas visam o cumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que exige compensação quando há renúncia de receita. O governo calcula que a medida pode gerar aumento de R$ 2,27 milhões em arrecadação.

Pessoas com deficiência

A MP enviada pelo governo previa valor máximo de R$ 70 mil para carros novos que podem ser comprados com isenção de IPI por pessoas com deficiência. A Câmara aumentou o limite para R$ 140 mil. O Senado excluiu o trecho, retomando a regra atual, segundo a qual não há limite.

Os senadores também aprovaram emenda para prorrogar a isenção de IPI para pessoas com deficiência, que acabaria no fim deste ano, até 31 de dezembro de 2026. A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica, foi autora de uma das emendas aprovadas. O relator da MP no Senado foi contra a retirada do limite.

Outra mudança em relação ao texto original do governo diz respeito ao intervalo de tempo em que as que pessoas com deficiência podem usar a isenção. A lei sobre o desconto prevê o uso da isenção a cada dois anos. O governo aumentou para quatro anos; a Câmara mudou para três anos; e o Senado retomou a previsão de a cada dois anos.

Indústria química

A medida provisória enviada pelo governo revogava, a partir de julho, o chamado Reiq (Regime Especial da Indústria Química), que estabelece reduções no PIS/Pasep e da Cofins para matérias-primas básicas destinadas a centrais petroquímicas.

Ao editar a MP, o Executivo argumentou que os benefícios do programa “já perduram há tempo suficiente para a efetivação de seus objetivos de fomento à atividade econômica contemplada.” Na Câmara, os deputados estipularam uma redução gradual, em quatro anos, dos benefícios. No Senado, foi aprovada regra de oito anos.

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