Sábado, 26 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de dezembro de 2015
O Senado aprovou, na quinta-feira, um pedido para que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue decretos assinados pelo vice-presidente Michel Temer. As resoluções tratam da abertura de créditos orçamentários, a mesma prática que serviu de base para o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O pedido diz que houve descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O resultado da auditoria só sai em 2016. Os ministros do TCU já estão de recesso, mas os efeitos políticos foram imediatos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), explicou por que pautou a votação sem detalhar que o alvo da era o vice-presidente: “Porque aí as pessoas pensariam que eu estava personalizando o problema e a minha característica é exatamente contrária”.
O pedido do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) é para que o TCU faça auditoria nos decretos assinados em 2015 pela presidenta e pelo vice, que abriram crédito suplementar. Práticas como essa embasaram o pedido de impeachment da presidente Dilma, que foi interpretado como mais um capítulo do embate político entre Calheiros e Temer, que estão em lados opostos no PMDB. Um dos elementos desse confronto foi a destituição do deputado federal Leonardo Picciani (RJ) da liderança do PMDB. Temer patrocinou o movimento para substituí-lo, levando Leonardo Quintão (MG) ao cargo de líder. Na quinta-feira, Picciani, que atua alinhado com o Planalto, conseguiu voltar à liderança. Calheiros acusou Temer pela divisão do partido.
Os comentários estão desativados.