Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2026
O Senado pode votar o fim da escala 6×1 na semana anterior ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nos estados, a nova rodada é dada como certa em várias disputas. Na eleição presidencial, ainda depende do resultado de domingo. Em ambos os casos, a proximidade com as urnas deve levar o tema para a campanha e pressionar os candidatos a explicitar uma posição.
A discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) começa na próxima terça-feira (6). Pelo rito, são necessárias cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Segundo fontes, a estratégia é cumprir essas sessões ao longo da próxima semana e deixar a votação para a seguinte.
O calendário interessa diretamente a Lula (PT), que incorporou o fim da 6×1 ao discurso de campanha. Para Flávio Bolsonaro (PL), a votação pode abrir uma discussão mais difícil. Setores empresariais e da direita fazem ressalvas à proposta, principalmente pelos possíveis impactos sobre custos e empregos.
A avaliação no Congresso é que a proximidade do segundo turno também deve pesar sobre os senadores. Na Câmara, mesmo com ressalvas de parte da oposição, a PEC foi aprovada em maio por 461 votos a 19 no segundo turno. Entre os senadores a avaliação é que há pouco espaço político para votar contra a poucos dias da eleição.
O efeito pode chegar aos estados onde a disputa ainda estiver aberta. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) lideram uma eleição com possibilidade de segundo turno. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) também protagonizam uma disputa que pode continuar depois de domingo (4).
Nesses locais, a votação no Senado pode levar a 6×1 diretamente para a campanha. Candidatos de campos opostos terão de decidir se assumem a proposta, fazem ressalvas ou tentam evitar um tema que estará em discussão no Congresso em plena reta final.
Texto aprovado na Câmara
Se não houver mudanças no texto, falta apenas uma etapa para ser promulgada, que é a votação pelo plenário do Senado em dois turnos. A expectativa era que a Casa Legislativa tivesse concluído a votação durante a última semana de votações antes das eleições, que terminou no início de setembro, mas não houve acordo na época.
Nas redes sociais, Motta celebrou a decisão do presidente do Senado. Disse que depois de marcos como a CLT e o 13º salário, “o Brasil avança na legislação trabalhista com o apoio e dedicação do Congresso”. (Com informações dos portais CNN e O Globo)
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