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Geral Senador dos Estados Unidos expressa a Bolsonaro preocupação com o 5G chinês no Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro (E) e o senador americano Marco Rubio em encontro em Miami, na Flórida. (Foto: Reprodução/Twitter)

O senador republicano Marco Rubio se reuniu na segunda-feira (9) com o presidente Jair Bolsonaro e expressou sua preocupação com a possibilidade de a empresa de tecnologia Huawei fazer negócios no Brasil.

Segundo pessoas próximas, o parlamentar americano transmitiu sua avaliação negativa sobre a firma chinesa e ainda conversou sobre a crise na Venezuela durante a cerca de meia hora em que ficou com Bolsonaro.

O encontro aconteceu em uma das salas do hotel em que o presidente se hospedou em Miami.

Desde o ano passado, autoridades do governo Donald Trump têm intensificado o lobby contra a entrada da Huawei no mercado brasileiro de 5G.

Em reuniões com integrantes do governo Bolsonaro, por exemplo, os auxiliares de Trump aproveitam para levantar questões sobre a segurança dos equipamentos da empresa chinesa, que estariam suscetíveis a ataques cibernéticos ou espionagem.

Para os americanos, o Brasil deveria tratar o caso como um tema de segurança nacional.

Eleito pela Flórida, Rubio se alinha a Trump no duro discurso contra a ampliação das atividades da Hauwei e contra os regimes de Cuba e da Venezuela, o que agrada aos latinos conservadores no estado.

O senador é um grande entusiasta da pressão feita contra o regime de Nicolás Maduro, outro tema constante das conversas entre Brasil e EUA.

Ainda está pouco claro, porém, quais novas medidas os americanos poderiam tomar em parceria com o Planalto em relação à crise que assola Caracas.

Nesta manhã, encontrei com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Discutimos Venezuela e Huawei e meu forte apoio para um acordo comercial entre Brasil e EUA, o país se tornando parceiro global da Otan e sua entrada na OCDE”, escreveu Rubio em seu Twitter.

No fim do ano passado, o senador enviou carta a Trump pedindo o apoio dos EUA ao ingresso do Brasil no clube dos países ricos depois que o governo americano não endossou o movimento junto a OCDE de forma objetiva.

No domingo (8), o Brasil assinou um acordo militar inédito com EUA para tentar ampliar a participação do país no mercado de defesa americano, o maior do mundo.

O tratado é um desdobramento do status de aliado extra-Otan concedido ao Brasil em março do ano passado.

Sobre acordo comercial, porém, os países tentam avançar nas tratativas, mas por ora só há ações para facilitação de negócios e não um apontamento para um acordo de livre-comércio. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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