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Política Senador flagrado usando giroflex em carro sem placa foi condenado sob acusação de desviar verba de condomínio

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Político contratou por R$ 15 mil mensais caminhão-pipa pertencente ao próprio filho. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Flagrado usando um carro sem placa e com luzes que imitam o giroflex de viaturas policiais, o senador Alexandre Giordano (Podemos-SP) tem em seu currículo uma condenação em processo civil sob acusação de desviar verba de condomínio.

Em outubro do ano passado, a Justiça de São Paulo determinou que o senador pague uma indenização de R$ 95 mil à Associação dos Proprietários do Residencial São Silvano, um condomínio em Morungaba (SP) com lotes entre 1.000 m2 a 2.655 m2.

Segundo o processo judicial, Giordano, que havia sido diretor-presidente da associação, alugou em nome da entidade um caminhão-pipa por R$ 15 mil mensais com o intuito de regar as plantas e lavar as ruas do condomínio. A empresa que locou o veículo, no entanto, era de propriedade de Lucca Giordano, filho do senador.

A contratação, com prazo de dois anos, teria sido assinada após a eleição de uma nova diretoria. Giordano, de acordo com a ação judicial, teria se recusado a deixar o cargo sob alegação de que a mudança da diretoria havia ocorrido de forma irregular.

No processo contra o senador, a associação disse à Justiça que o contrato ainda impôs uma multa de rescisão equivalente a quatro mensalidades, se o rompimento não fosse avisado previamente com quatro meses de antecedência.

“Alexandre Giordano continuou agir como se presidente fosse da associação de moradores, firmando contratos prejudiciais como o fornecimento de caminhão-pipa pelo valor de R$ 15 mil mensais”, disse a entidade no processo. “Descobriu-se, posteriormente, que a empresa contratada pertencia ao próprio filho do réu, evidenciando o uso da associação para favorecimento pessoal.”

Ao condenar o senador, a juíza Mariane Cabral disse que as provas documentais e testemunhais trouxeram “indícios veementes de irregularidades na gestão”, citando a contratação da empresa do filho do senador. “É ato de má gestão, que afronta a moralidade e os interesses coletivos.” (Com informações da Folha de S.Paulo)

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