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Notícias Senador preso recebeu 10 milhões de dólares de propina durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, diz ex-diretor da petrobras, também na cadeia.

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Delcídio foi preso no dia 25 de novembro por obstruir as invesgações da Operação Lava-Jato. Foto: Aílton de Freitas/AG

Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró revelou aos procuradores da Operação Lava-Jato que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu 10 milhões de dólares em suborno durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de 1999 a 2001, quando era diretor de Óleo e Gás da estatal.

No mandato do tucano, Cerveró foi um dos gerentes de Óleo e Gás da Petrobras, sob direção de Delcídio, preso no dia 25 de novembro. O político é acusado de obstruir as averiguações da Lava-Jato ao subornar o ex-dirigente para que seu nome não constasse em delação.

Segundo Cerveró, o repasse a Delcídio teria sido feito pelo lobista Afonso Pinto Guimarães, responsável pela companhia francesa Alstom no Rio, na compra de turbinas para a TermoRio, inaugurada em 2006. A Petrobras tinha pressa em construir termelétricas devido o alto consumo energético e o apagão que ocorreu no período.

O relato do suposto suborno pago a Delcídio pela Alstom estará em um dos 36 anexos da delação de Cerveró, cada um deles revelando episódios específicos de propinas. As novas fases do depoimento do delator deverão explicar detalhadamente como se deu a operação.

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