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Brasil Senadores aprovaram a realização de uma visita para poder inspecionar o local onde Lula está preso

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A ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) não conseguiu ser reeleita e agora dá expediente no gabinete da deputada Perpétua Almeida (AC), sua correligionária. (Foto: Agência Brasil)

Um dia após a Justiça do Paraná negar pedido para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebesse visitas de autoridades, nessa quarta-feira a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou a realização de uma visita à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o líder petista está preso desde o último sábado.

Ao menos dez senadores de PT, PC do B, PDT e PTB farão a inspeção no prédio. A autora do requerimento é a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Durante a sessão, ela explicou que apresentou o pedido depois que autoridades tiveram a visita negada.

Na terça, a Justiça do Paraná rejeitou um pedido feito pelo senador Roberto Requião (MDB-PR) para que ele, nove governadores e outros dois senadores fossem ao encontro de Lula na prisão. A decisão justificava que as regras de visitação não seriam flexibilizadas. As visitas no estabelecimento são feitas às quartas-feiras.

Aos colegas da comissão, Vanessa argumentou que o despacho não tem amparo legal. “Isso comprova que, infelizmente, essa é uma prisão muito mais política do que jurídica”, criticou.

O requerimento que pede a diligência foi anunciado, discutido e aprovado pela comissão em três minutos. Antes que a palavra fosse cedida aos membros do colegiado, senadores da oposição, que eram maioria no encontro, pediram que o requerimento fosse votado logo e que depois fosse aberto espaço para os discursos.

Aprovado em votação simbólica, o documento autoriza a realização de diligência à superintendência da PF na capital paraense, com a finalidade de verificar as condições de encarceramento do ex-presidente Lula e dos demais presos naquele edifício.

Comissão externa

Em outra frente de ação, parlamentares do PT conseguiram aprovar no plenário do Senado um requerimento para a criação de uma comissão externa com propósito semelhante.

O grupo será composto por 12 senadores e vai “verificar in loco as condições em que se encontra o ex-presidente Lula”. No pedido, há a informação de que a comissão não irá gerar ônus ao Senado.

Ao apresentar o requerimento, os parlamentares levaram ao plenário cartazes e faixas de apoio ao ex-presidente e gritaram “Lula livre”.

“Vaquinha”

O PT decidiu lançar uma vaquinha virtual para ajudar a cobrir os custos do acampamento montado para abrigar apoiadores do ex-presidente Lula em Curitiba. A direção nacional da sigla definiu o modelo de arrecadação em reunião na segunda-feira.

Dirigentes petistas se preocupam em garantir a continuidade das mobilizações pró-Lula. Avaliam que os atos na capital paranaense têm sido até melhor do que o esperado, mas sabem que, com o passar do tempo, a tendência é a poeira baixar.

Para evitar o arrefecimento da militância, o PT e as frentes de movimentos sociais programaram diversos atos até 1º de maio, Dia do Trabalho. Mesmo assim, há apreensão com a continuidade da adesão às manifestações. Emissários do ex-presidente Lula desembarcaram em Brasília na terça-feira para retomar a romaria a gabinetes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

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