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Política Senadores dizem que proposta de emenda à Constituição sobre drogas será analisada na próxima semana

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Reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado está marcada para a próxima quarta-feira.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
CCJ do Senado aprovou proposta que criminaliza qualquer quantidade de porte de drogas ilícitas. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Com o pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro do Supremo Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli na votação sobre a descriminalização do porte de maconha, o Senado deve colocar em votação, na próxima semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe o porte de quaisquer quantidades de drogas ilícitas.

O acordo costurado prevê que a votação será agendada para quarta-feira (13). A data foi acordada em reunião do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (União-AP), com os demais integrantes da comissão.

O Senado entende que decisões sobre o tema das drogas cabem ao Legislativo, e não ao STF. Desde o último ano, Supremo e Senado estão em campos opostos sobre o assunto das drogas. O próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deu declarações públicas de que não cabe ao Supremo “legislar” sobre o tema.

Desde 2015, o STF tenta julgar esse tema. Enquanto o Senado nunca avançou na votação de uma proposta, o que quer fazer a partir de agora.

Na comissão do Senado, o relator da PEC é Efraim Filho (União-PB), que pretende distinguir traficante e usuário, determinando penas alternativas a esse último. A questão do porte de drogas também está sendo analisada no Supremo.

“Houve a deliberação no colégio de líderes. Por consenso, quarta-feira, na CCJ, o meu parecer sobre a PEC antidrogas será apreciado. Já há o compromisso do presidente da CCJ, Davi Alcolumbre [União-AP], e vamos partir para esse debate, que interessa a sociedade brasileira, interessa a família brasileira […] Não acredito eu que seja um tema para ser decidido pelos tribunais, mas pelo Congresso Nacional”, disse Efraim.

O ministro Dias Toffoli, do STF, pediu vista e ainda não há data para o tema ser retomado pelo Supremo. Até o momento, o placar está 5 a 3 para descriminalizar o porte apenas da maconha para consumo próprio.

Senadores da oposição se reuniram com Pacheco na terça-feira (5) para pedir a votação da proposta na CCJ. Líder da Oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o placar atual do julgamento no STF é motivo de preocupação.

“Isso significa, na opinião de todos nós, uma porta aberta para a liberação efetiva da droga e a desagregação social que isso vai resultar — declarou. Segundo ele, a votação na CCJ não significa “nenhum desapreço à conduta da ação do Supremo Tribunal Federal”, mas é uma afirmação de que a sociedade representada pelo Senado “pensa diferente do que está sendo decido até agora pelo STF”.

O presidente do Senado é favorável à criminalização do porte e da posse de drogas e é o primeiro signatário da PEC. Ele apoia que o Senado vote a PEC, caso o resultado no Supremo afete a legislação atual. Para ele, a proposta é “lúcida” e busca determinar uma consequência jurídica do porte para consumo para incentivar uma política de rejeição às drogas no País.

A Lei de Drogas (Lei 11.343, de 2006) determina punição com medidas educativas e prestação de serviços à comunidade para quem adquirir, guardar e transportar maconha e outras drogas “para consumo pessoal”.

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